Polícia

Operação no Paraguai mata três e desmantela organização ligada a Jarvis Pavão

Agentes da Polícia Nacional do Paraguai conseguiram desmantelar uma quadrilha de pistoleiros e traficantes. Durante a Operação Sapukai, realizada na manhã desta quinta-feira (17) na região de Cerro Memby, Yby Yaú. Durante a ação , três pessoas foram mortas e outras cinco presas. De acordo com informações do chefe da Polícia Nacional, comissário Nimio Cardoso, […]

Marcos Morandi Publicado em 17/12/2020, às 10h28 - Atualizado às 14h17

Quadrilha desarticulada pela Polícia Nacional do Paraguai.(Foto: Divulgação).
Quadrilha desarticulada pela Polícia Nacional do Paraguai.(Foto: Divulgação). - Quadrilha desarticulada pela Polícia Nacional do Paraguai.(Foto: Divulgação).

Agentes da Polícia Nacional do Paraguai conseguiram desmantelar uma quadrilha de pistoleiros e traficantes. Durante a Operação Sapukai, realizada na manhã desta quinta-feira (17) na região de Cerro Memby, Yby Yaú. Durante a ação , três pessoas foram mortas e outras cinco presas.

De acordo com informações do chefe da Polícia Nacional, comissário Nimio Cardoso, os criminosos envolvidos na operação Sapukai são considerados discípulos do narcotraficante Jarvis Chimenes Pavão e agiam em uma de suas propriedades.

“Trata-se de uma estrutura criminosa que remonta ao tempo de Jarvis Chimenes Pavão, eram pistoleiros que depois da apreensão de Jarvis ficaram a cargo de Eduardo Montiel, aliás Dudu, que permaneceu como fazendeiro na área de Cerro Memby, mas depois foi assassinado no Brasil ”, disse o comissário.

Após a queda deste último líder, um grupo de irmãos de sobrenome Ozuna López assumiu a área, cujo líder, Éver Alejandro Ozuna López, foi preso nesta quinta-feira após a operação.A quadrilha que estava praticamente desmantelada atuava na área com sequestros, extorsões, agressões, homicídios e tráfico de maconha, segundo Cardozo.

O delegado informou que Éver Ozuna tinha cinco mandados de prisão pendentes, por homicídio, roubo qualificado e tráfico de maconha. Além disso, ele era um fugitivo da prisão de Concepción e estava sendo investigado pelo suposto sequestro da família Perotti em novembro de 2019.

Também está relacionado ao confronto que matou o comissário Rufino Acosta em Capitán Bado. “O procedimento foi um golpe muito forte para a estrutura, estava praticamente desmontada, porque sobraram mais de 80%”, disse o comissário Cardozo.

A identidade dos três mortos ainda não foi revelada, pois os interventores continuam com as operações correspondentes. Da mesma forma, as tropas realizam uma varredura na área rural, observando que mais cinco membros da quadrilha foram vistos fugindo do local.

Jornal Midiamax