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VÍDEO: Polícia Federal mira empresas ‘laranjas’ e cumpre mandados em Campo Grande

Foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (11), a Operação Status para combater a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. A Polícia Federal e A Receita Federal estão nas ruas de Campo Grande para cumprirem mandados. Mais de R$ 230 milhões já foram sequestrados durante a operação. São cumpridos oito mandados de prisão preventiva e […]

Thatiana Melo Publicado em 11/09/2020, às 07h04 - Atualizado às 12h13

(Henrique Arakaki, Midiamax)
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

Foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (11), a Operação Status para combater a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. A Polícia Federal e A Receita Federal estão nas ruas de Campo Grande para cumprirem mandados. Mais de R$ 230 milhões já foram sequestrados durante a operação.

São cumpridos oito mandados de prisão preventiva e 42 mandados de busca e apreensão, além das ordens de sequestros, todas expedidas pela 5ª Vara Federal em Campo Grande. Dourados e Ponta Porã também tem cumprimentos de mandados. Em Campo Grande são 14 mandados de busca e apreensão e 3 de prisão preventiva, em Dourados são dois mandados e Ponta Porã são 9 mandados. Também são cumpridos mandados nos Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

No Paraguai ocorre o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em coordenação com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai, em doze locais nas cidades de Assunção e Pedro Juan Caballero.

O esquema criminoso investigado tinha como ponto principal a lavagem de dinheiro do tráfico de cocaína, por meio de empresas de “laranjas” e empresas de fachada, dentre as quais havia construtoras, administradoras de imóveis, lojas de veículos de luxo, dentre outras. A estrutura, especializada na lavagem de grandes volumes de valores ilícitos, também contava com uma rede de doleiros sediados no Paraguai, com operadores em cidades brasileiras como Curitiba, Londrina, São Paulo e Rio de Janeiro.

A operação foi batizada de “Status” em alusão à ostentação de alto padrão de vida mantida pelos líderes da organização criminosa, com participações em eventos de arrancadas com veículos esportivos de alto valor, contratação de artistas famosos para eventos pessoais e residências de luxo.

Jornal Midiamax