Polícia

Operação ataca célula do PCC ligada a sequestro e tribunal do crime em MS

O SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Três Lagoas, com apoio do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), deflagrou nesta terça-feira (02) a Operação Helieia, contra célula do PCC (Primeiro Comando da Capital) ligada ao tribunal do crime. Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e […]

Renan Nucci Publicado em 02/06/2020, às 14h43

Viatura do SIG durante operação nesta manhã. Foto: Divulgação
Viatura do SIG durante operação nesta manhã. Foto: Divulgação - Viatura do SIG durante operação nesta manhã. Foto: Divulgação

O SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Três Lagoas, com apoio do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), deflagrou nesta terça-feira (02) a Operação Helieia, contra célula do PCC (Primeiro Comando da Capital) ligada ao tribunal do crime. Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão em Três Lagoas e Campo Grande.

A operação é resultado de investigações que se originaram a partir de um sequestro ocorrido no final de janeiro, em Três Lagoas. Por meio do cruzamento de informações, os policiais identificaram todos os responsáveis e confirmaram a hipótese de que se tratava de um tribunal organizado pela facção.

De acordo com o delegado Gabriel Salles, responsável pelo inquérito, os criminosos tomavam conhecimento de um suposto delito, capturavam o “acusado” e decidiam mediante “júri” paralelo se ele merecia ou não a morte. No caso de janeiro, a vítima era um homem suspeito de estupro de vulnerável, mas que escapou de ser executado porque não foram encontradas provas.

Se condenado, seria morto com golpes de faca no pescoço, assim como a facção costuma fazer com outras vítimas. As investigações seguem para identificar outros membros da facção envolvidos com homicídios e tráfico de drogas na região de Três Lagoas. Em Campo Grande, o Garras efetuou buscas e inquiriu investigados, no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho.

Os envolvidos serão indiciados pela prática, de integrar organização criminosa, dentre outras infrações, e permanecem presos até o final das investigações. O nome da Operação Helieia faz referência ao antigo tribunal supremo da cidade de Atenas, na Grécia, para onde recorriam os cidadãos julgados injustamente por tribunais menores.

Jornal Midiamax