Polícia

Moradores reclamam de baderna e fazem abaixo-assinado contra bar em bairro chique

Moradores realizam um abaixo assinado contra a perturbação sonora e de tranquilidade que um bar com música ao vivo estaria causando aos vizinhos no Bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. O morador Alexei Amancio Rocha, enviou o abaixo assinado à reportagem e informou que já foi feito uma representação contra o estabelecimento no MPMS (Ministério Público […]

Diego Alves Publicado em 04/11/2020, às 22h32 - Atualizado em 05/11/2020, às 14h51

Moradores reclamam do som alto e algazarras (Reprodução)
Moradores reclamam do som alto e algazarras (Reprodução) - Moradores reclamam do som alto e algazarras (Reprodução)

Moradores realizam um abaixo assinado contra a perturbação sonora e de tranquilidade que um bar com música ao vivo estaria causando aos vizinhos no Bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande.

O morador Alexei Amancio Rocha, enviou o abaixo assinado à reportagem e informou que já foi feito uma representação contra o estabelecimento no MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e boletins de ocorrência no Deops (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social) e Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) . “Sinceramente, difícil”, diz Alexei sobre a situação.

Baseado principalmente na lei contra poluição sonora, no abaixo consta que a perturbação ao sossego ocorrem às sextas, sábados e domingos. “A comunidade dos arredores do bar, manifesta a sua mais profunda indignação quanto a perturbação do sossego alheio causado pelo estabelecimento e seus frequentadores”, é citado no abaixo assinado. Ainda de acordo com os moradores, o bar informa que o funcionamento é até às 23 horas, porém, o local, que não possui estrutura acústica, continua com o som ao vivo madurada a dentro.

No abaixo-assinado, também consta que frequentadores do bar, embriagados, fazem algazarras no local com brigas, quebra de garrafas, discussão em voz alta, além de “rachas” de carros e motos. Também é citado que alguns clientes do estabelecimento urinam nos muros das residências, resultando em mau cheiro, deixam sujeira como garrafas long neck jogadas pela via e estacionam em frente de garagens de entrada e saída de veículos das casas próximas.

Ainda segundo os moradores, em relação à situação, sempre acionam a Polícia Militar, GCM (Guarda Civil Metropolitana) para irem ao local. Também é citado que já pediram providências da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), porém nada surtiu efeito até o momento.

“Diante do exposto, solicitamos e rogamos por providências urgentes a fim de que nos seja garantido o direito a tranquilidade, silencia e repousos necessários sem perturbações abusivas de qualquer natureza”,  finaliza o pedido.

O dono do bar, que não preferiu se identificar, disse que já foi feito ajustes no local em relação ao som. Ainda segundo o proprietário, a casa mais próxima fica a 400 metros de distância e não é possível escutar a música a partir desta residência citada.

“Era uma rua morta, o que incomoda é que agora tem movimento. Eu não tenho controle do acontece na rua, a rua é publica. É um comércio, eu emprego 16 pessoas, são 16 famílias”, diz o dono do estabelecimento.

Jornal Midiamax