Polícia

Justiça decreta prisão preventiva de serial killer que matou 7 em Campo Grande

Com ‘fortes indícios de autoria’, a Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu acatar o pedido do Ministério Público e converter em preventiva a prisão do pedreiro Cleber de Souza Machado, 43 anos, acusado por uma série de homicídios em Campo Grande. A prisão preventiva é referente ao assassinato de Timotio Pontes Roman, 62 anos. […]

Dayene Paz Publicado em 10/06/2020, às 17h07 - Atualizado às 17h20

Serial apontou onde enterrou corpos Foto: Dayene Paz
Serial apontou onde enterrou corpos Foto: Dayene Paz - Serial apontou onde enterrou corpos Foto: Dayene Paz

Com ‘fortes indícios de autoria’, a Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu acatar o pedido do Ministério Público e converter em preventiva a prisão do pedreiro Cleber de Souza Machado, 43 anos, acusado por uma série de homicídios em Campo Grande. A prisão preventiva é referente ao assassinato de Timotio Pontes Roman, 62 anos.

Em seu pedido, a Polícia Civil destaca que o corpo de Timotio foi o último da sequência de sete, encontrados entre os dias 7 e 16 de maio. Tudo isso descoberto após a morte de Leonel Ferreira dos Santos. A polícia ainda destaca que Cleber confessou os assassinatos, também apontou os locais onde enterrou suas vítimas, existindo assim, provas suficientes da autoria.

Na segunda-feira (08), o Ministério Público foi favorável a prisão preventiva, entendendo que existe indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva. Nesta quarta-feira (10), o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, decretou a prisão preventiva de Cleber.

Para entender melhor, Cleber confessou os crimes e chegou a apontar o local onde enterrou suas vítimas em Campo Grande. Ele foi preso temporariamente e neste período a defesa tentou barrar as oitivas de Cleber, entrando com pedido de providências contra o delegado que atua no caso, Carlos Delano, da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio).

O pedreiro Cleber morava na rua Corredor Público, na Vila Alto Sumaré, em Campo Grande. Ele era considerado um homem fora de qualquer suspeita, até a morte José Leonel. Depois, a DEH começou a investigá-lo e veio à tona uma série de homicídios ocorridos desde o ano de 2017. Outras seis vítimas foram mortas de maneira cruel e enterradas por ele.

Jornal Midiamax