Polícia

De dentro de presídio da Agepen, detento acessa redes sociais para ameaçar policiais de elite em MS

Foi identificado como Matheus Henrique de Oliveira Moraes, de 21 anos, o detento que ocupa uma das celas do Ptran (Presídio de Trânsito) de Campo Grande, e – mesmo preso -, teve acesso as redes sociais para fazer ameaças aos policiais do Batalhão de Choque, após a morte de Caio Matheus, de 21 anos, durante […]

Dayene Paz Publicado em 02/12/2020, às 13h44 - Atualizado em 03/12/2020, às 08h23

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Foi identificado como Matheus Henrique de Oliveira Moraes, de 21 anos, o detento que ocupa uma das celas do Ptran (Presídio de Trânsito) de Campo Grande, e – mesmo preso -, teve acesso as redes sociais para fazer ameaças aos policiais do Batalhão de Choque, após a morte de Caio Matheus, de 21 anos, durante um confronto com os militares na madrugada da última segunda-feira (30), no Jardim Morenão, na Capital.

De acordo com o apurado pelo Jornal Midiamax, Matheus Henrique ocupa a cela 37 do Ptran. Ele usou o Facebook para fazer a ameaça ao saber da morte de Caio, com quem tem parentesco. “Pra vocêis aí que tão rindo do meu mano, pode ter certeza disso não vai ficar assim não ta bom. Vai ter volta isso, sangue se paga com sangue. Choque vai morrer safadaiada (sic)”, ameaçou.

Matheus cumpre pena por tráfico de drogas no Presídio de Trânsito de Campo Grande e ainda tem passagens por homicídio, dano, incêndio, lesão corporal e roubo.

De dentro de presídio da Agepen, detento acessa redes sociais para ameaçar policiais de elite em MS

A ameaça partiu após a morte de Caio, que integrava uma quadrilha acusada de assaltos em Campo Grande. Ele e os comparsas chegam a ser violentos com as vítimas. O confronto com o Choque aconteceu por volta das 2h40 da madrugada desta segunda (30), quando os policiais receberam a informação de que o suspeito dos assaltos na Capital, que usava um Voyage, estava em uma casa no bairro Morenão.

Quando os militares chegaram, o suspeito viu a viatura e fugiu. Os policiais deram a volta e ao descerem da viatura, Caio estava armado e fez disparos contra os policiais, que revidaram os tiros. Ele foi atingido, socorrido, mas morreu.

O celular de Caio foi recolhido pelos policias depois do confronto e foi descoberto que a gangue planejava roubar uma joalheria depois de arrumar outro carro para cometer o crime.

Punição

Em resposta ao Jornal Midiamax, a Agepen (Agência Estadual de Administração Penitenciária) informou que a Gisp (Gerência de Inteligência) da agência iniciou uma apuração de identificação do detento assim que tomou conhecimento do caso.

Vistoria foi feita na cela do detento nesta terça-feira (1) e o aparelho celular utilizado pelo preso acabou apreendido. O aparelho passará por perícia e, segundo a Agepen, o interno está em cela disciplinar e irá responder a procedimento administrativo disciplinar em razão do episódio.

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que “ao tomar conhecimento de ameaças feitas por internos, informa o fato para os órgãos competentes para que sejam tomadas as providências cabíveis em cada caso”, disse.

Jornal Midiamax