Polícia

Versão não bate: carro de Pâmela tem vestígio de sangue de idosa

Laudo de determinação do perfil genético realizado pelo Ialf (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses) reforça a suspeita da Polícia Civil de que a motorista de aplicativo Pâmela Ortiz de Carvalho matou a Dirce Santo Guimarães Lima, de 79 anos, no dia 23 de fevereiro, em Campo Grande. O exame mostra que o sangue encontrado no […]

Renan Nucci Publicado em 12/06/2019, às 17h19 - Atualizado em 13/06/2019, às 12h04

Motorista de aplicativo Pâmela Ortiz responde pelo assassinato de idosa. Foto: Facebook
Motorista de aplicativo Pâmela Ortiz responde pelo assassinato de idosa. Foto: Facebook - Motorista de aplicativo Pâmela Ortiz responde pelo assassinato de idosa. Foto: Facebook

Laudo de determinação do perfil genético realizado pelo Ialf (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses) reforça a suspeita da Polícia Civil de que a motorista de aplicativo Pâmela Ortiz de Carvalho matou a Dirce Santo Guimarães Lima, de 79 anos, no dia 23 de fevereiro, em Campo Grande. O exame mostra que o sangue encontrado no carro de Pâmela é compatível com vestígios encontrados no meio-fio onde a vítima foi agredida até a morte.

Durante análise, os peritos encontraram vestígios do que poderia ser sangue no assoalho da lateral direita, próximo ao banco do passageiro e na porta dianteira da direita. As amostras foram coletadas, periciadas e confirmadas como sangue humano. Em seguida, tais amostras foram confrontadas com outras extraídas do meio-fio. O resultado foi de que todas partilhavam do mesmo perfil genético, de uma mulher.

Ao que tudo indica, Pâmela começou a agredir a vítima após discussão ainda dentro do veículo, matando-a em seguida, batendo com a cabeça dela no meio-fio, como apontado no inquérito policial e na denúncia do Ministério Público. No entanto, a Coordenadoria-Geral de Perícias reforça que, para comprovar formalmente que o sangue do carro é o mesmo de Dirce, é preciso comparação com amostra de boa qualidade diretamente da vítima.

Laudo necroscópico realizado pelo Imol provou que a idosa foi morta por meio de traumatismo craniano provocado por ação contundente. Ou seja, a vítima teve a cabeça esmagada. Pâmela chegou a alegar que a mulher teria se jogado do carro durante uma discussão. Contudo, tais exames periciais, bem como o fato de o corpo ter sido ocultado, desmentem as alegações da motorista.

O caso

Pâmela foi presa no dia 25 de fevereiro, acusada do assassinato da idosa. Dirce foi morta com pancadas na cabeça, que foi batida contra um meio-fio. O rosto da vítima ficou desfigurado. A idosa desapareceu depois de entrar no carro Renault Sandero de Pâmela. As duas teriam se conhecido em novembro de 2018. Segundo informações da polícia, a vítima teria se queixado com vizinhas que desde que conheceu Pâmela compras que não era dela estavam sendo feitas em seu cartão de crédito. O corpo de Dirce foi encontrado atrás de uma fábrica de peças íntimas, no Indubrasil. Ele estava jogado em um amontoado de lixo.

Jornal Midiamax