Polícia

Hugleice quer escapar de júri e tem prisão decretada em MS por morte da cunhada

Foi decretada a prisão preventiva de Hugleice da Silva pelo juiz de direito Fernando Moreira Freitas da Silva, da comarca de Sidrolândia – a 70 quilômetros de Campo Grande, na última segunda-feira (25). Na decisão do juiz, “a liberdade constitui risco a ordem pública, sendo necessário sua prisão”.  Hugleice está preso em Mato Grosso depois […]

Thatiana Melo Publicado em 27/03/2019, às 09h29 - Atualizado às 13h45

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Foi decretada a prisão preventiva de Hugleice da Silva pelo juiz de direito Fernando Moreira Freitas da Silva, da comarca de Sidrolândia – a 70 quilômetros de Campo Grande, na última segunda-feira (25).

Na decisão do juiz, “a liberdade constitui risco a ordem pública, sendo necessário sua prisão”.  Hugleice está preso em Mato Grosso depois de tentar matar a esposa, que é irmã de Marielly Barbosa Rodrigues.

Hugleice tenta escapar de ir a júri popular pela morte de Marielly, após um aborto malsucedido, em maio de 2011. No início de março deste ano, o advogado de Hugleice disse que o caso pode ter uma reviravolta.

Ele contaria de fato o que teria acontecido na morte da cunhada. Hugleice teria admitido a culpa sozinho pelo crime para tentar salvar o casamento, mas que na realidade tanto a mãe como a irmã de Marielly sabiam do aborto e teriam participado também do ato, que terminou na morte da jovem.

Segundo o advogado, nunca foi provado que o bebê que Marielly esperava seria de Hugleice, já que nenhum exame de DNA foi feito na época. Ele está preso desde o dia 22 de novembro de 2018 depois de tentar matar a atual mulher a facadas. Hugleice foi preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), na BR-163.

Relembre o caso

O crime, que causou comoção em Campo Grande, veio à tona quando foi registrado o desaparecimento de Marielly Barbosa Rodrigues no dia 21 de maio de 2011. O corpo da jovem foi encontrado no dia 11 de junho em um canavial em Sidrolândia, já em adiantado estado de decomposição.

Em investigações, a polícia chegou à conclusão que Marielly foi vítima de um aborto malsucedido cometido pelo enfermeiro Jodimar Ximenez Gomes.

No inquérito que apurou a morte também foi apontada participação direta do cunhado, Hugleice da Silva, na época com 28 anos. Ele teria engravidado a jovem e contratado o enfermeiro Jodimar para realizar o aborto. Tudo como uma tentativa de encobrir a traição, já que a esposa de Hugleice era irmã de Marielly.

Durante a época das investigações, tanto a mãe quanto a irmã de Marielly afirmaram que colocariam a “mão no fogo” por Hugleice, e que ele não seria capaz de cometer o crime

Jornal Midiamax