Polícia

Executado em tribunal do crime achava que ia receber apenas ‘corretivo’ do PCC

Em depoimento, envolvidos na execução de Bruno Schon Pacheco de 27 anos revelaram que a vítima imaginava que iria receber apenas um ‘corretivo’ do PCC (Primeiro Comando da Capital). O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (29) e até o momento seis pessoas foram presas e um adolescente apreendido. O adolescente de 17 anos, apreendido […]

Renata Portela Publicado em 01/08/2019, às 09h31 - Atualizado às 13h23

Corpo de Bruno foi encontrado na segunda-feira (Foto: Leonardo França, Midiamax)
Corpo de Bruno foi encontrado na segunda-feira (Foto: Leonardo França, Midiamax) - Corpo de Bruno foi encontrado na segunda-feira (Foto: Leonardo França, Midiamax)

Em depoimento, envolvidos na execução de Bruno Schon Pacheco de 27 anos revelaram que a vítima imaginava que iria receber apenas um ‘corretivo’ do PCC (Primeiro Comando da Capital). O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (29) e até o momento seis pessoas foram presas e um adolescente apreendido.

O adolescente de 17 anos, apreendido na madrugada de quarta-feira (31) pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações), contou que é membro do PCC e recebeu ligação de colegas dizendo que precisariam utilizar a casa dele no domingo (28). Ele disse que eles chegaram ao local com Bruno, que foi de livre e espontânea vontade.

Segundo relato do jovem, Bruno acreditava que receberia apenas um ‘corretivo’ da facção e seria liberado, por isso estaria tranquilo. Ele ainda contou que não foi ao local do crime com os comparsas. Já Igor de Oliveira Porto de 18 anos um dos presos, disse que não é membro do PCC, mas que esteve no local da execução.

Conforme Igor, ele estava no carro e ‘Alemão’, Jeferson Silva Custódio, perguntou se ele iria “aguentar ver a fita”. Como disse que não, ficou no carro e ainda revelou ter escutado Bruno gritar implorando para não ser morto. Carlos Eduardo Osório Martins de 18 anos é o dono do Golf dourado usado no crime. Ele afirma ter recebido a ordem para execução de um detento.

Carlos contou que buscou Bruno perto da Orla Morena no domingo, que a faca apreendida com ele não foi a arma usada no crime e que mandou mensagem para o presidiário avisando após a execução ter sido cometida. Marcelo Leandro Barbosa Gotardo, de 28 anos, também detido por envolvimento no crime, disse apenas que teria que participar do crime para ser batizado no PCC.

Marcelo não foi ao local da execução, mas teve participação durante o suposto sequestro e cárcere de Bruno. Ele ainda revelou que só soube da morte pelo noticiário. Por fim Denilson Ramirez Cardozo de 29 anos, o ‘Caverna’, contou que era amigo de Bruno e estava com ele em casa quando a vítima recebeu ligação dizendo que membros do PCC o buscariam.

“É a vida que eu escolhi e tenho que resolver meus problemas com o PCC”, teria dito Bruno ao amigo antes de sair. O pai da vítima chegou a ligar para o amigo para saber onde o filho estava após o sumiço. Bruno foi mantido na casa dos envolvidos até a manhã de segunda-feira, quando foi levado ao matagal no Jardim Centro-Oeste e executado.

Um homem de 49 anos também foi preso por suposto envolvimento na execução. Ele foi detido pelo Batalhão de Choque na manhã de quarta-feira (31). Até o momento não há informação sobre o detento que teria ordenado o crime e o caso segue em investigação pela 5ª Delegacia de Polícia Civil.

Jornal Midiamax