Polícia

Antes de ser executado pelo PCC, Bruno tentou negociar dívida e implorou pela vida

Executado a mando do PCC (Primeiro Comando da Capital), Bruno Schon Pacheco de 27 anos implorou aos gritos pela própria vida. Ele foi encontrado com corte profundo no pescoço na manhã de segunda-feira (29) em um terreno no Jardim Centro-Oeste em Campo Grande. Motivo da morte apontado pelos envolvidos que já foram presos, não há […]

Renata Portela Publicado em 01/08/2019, às 11h47 - Atualizado às 18h30

(Foto: Leonardo França, Midiamax)
(Foto: Leonardo França, Midiamax) - (Foto: Leonardo França, Midiamax)

Executado a mando do PCC (Primeiro Comando da Capital), Bruno Schon Pacheco de 27 anos implorou aos gritos pela própria vida. Ele foi encontrado com corte profundo no pescoço na manhã de segunda-feira (29) em um terreno no Jardim Centro-Oeste em Campo Grande.

Motivo da morte apontado pelos envolvidos que já foram presos, não há precisão sobre a dívida que Bruno tinha com a facção à qual pertencia. Segundo o delegado Ricardo Meirelles, da 5ª Delegacia de Polícia Civil, algumas testemunhas teriam dito que se tratava de uma dívida por causa de drogas.

Até então a polícia também já tinha apurado uma suposta dívida por falta de pagamento da ‘mensalidade’ do PCC, valor acumulado em torno de R$ 2,7 mil. O delegado Meirelles disse ao Midiamax que Bruno e o pai tentavam negociar a dívida com o PCC e por isso no dia do crime a vítima acreditava que não seria assassinada.

Ele foi atraído por amigos e levado para uma casa no Los Angeles, segundo Meirelles. Como no local havia movimentação de policiais, Bruno teria pedido para irem até outra casa, já que ele tinha passagens pela polícia. Foi apurado pela polícia que ele não foi agredido, amarrado ou forçado a permanecer no local.

No entanto, os autores do crime presos até o momento teriam dito que ele apanharia e depois poderia renegociar a dívida. Quando foi levado até o terreno baldio na manhã de segunda-feira, Bruno implorou pela vida. Segundo a polícia, após a primeira facada ele gritou e implorava para não ser assassinado.

Alguns dos envolvidos no chamado ‘Tribunal do Crime’ teriam sido recentemente batizados pelo PCC e a participação na execução era uma forma de garantir lugar na facção. Conforme a polícia, esse tipo de ato é marca registrada da facção, que decide pela execução de membros que descumprem medidas, devem ou deixam de cumprir com ordens.

Os presos até o momento responderão por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, mediante simulação e pela crueldade.

Jornal Midiamax