Polícia

Vereadora e ex-prefeito presos no dia das eleições pagam fiança de 66 mil e são soltos

O ex-prefeito de Ribas do Rio Pardo, cidade a 97 quilômetros de Campo Grande, José Domingues Ramos, o Zé Cabelo, e a vereadora Sônia Passos (PSDB) presos no último domingo (28) de eleições por crime eleitoral, foram soltos nesta terça-feira (30) após um pagamento de fiança R$ 66 mil. De acordo com o delegado Bruno […]

Diego Alves Publicado em 30/10/2018, às 19h05 - Atualizado às 19h08

Foto: Ribas do Rio Pardo News
Foto: Ribas do Rio Pardo News - Foto: Ribas do Rio Pardo News

O ex-prefeito de Ribas do Rio Pardo, cidade a 97 quilômetros de Campo Grande, José Domingues Ramos, o Zé Cabelo, e a vereadora Sônia Passos (PSDB) presos no último domingo (28) de eleições por crime eleitoral, foram soltos nesta terça-feira (30) após um pagamento de fiança R$ 66 mil.

De acordo com o delegado Bruno Santacatharina, a comarca de Ribas do Rio Pardo arbitrou o valor de R$ 38 mil a Zé Cabelo e R$ 28 mil à vereadora.

Os dois foram presos por transporte ilegal de eleitores. “Recebemos várias denúncias anônimas, áudios, vídeos e iniciamos as investigações”, disse o delegado.

Na cidade circulou em grupos de Whats App, áudios em que Sônia solicita o transporte ilegal de eleitores para Zé Cabelo.  O ex-prefeito foi flagrado transportando três eleitores em sua camionete.

“Ao longo do dia ele foi visto fazendo transporte de outros eleitores para vários locais diferentes de votação”, disse o delegado no dia das eleições. Os dois agora irão responder em liberdade.

Outros crimes eleitorais no último domingo

Ao todo, 11 pessoas foram presas nas eleições em Mato Grosso do Sul neste segundo turno das eleições segundo o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), desembargador João Maria Lós.

A maior parte deles, cinco, foram por fazerem selfie na urna, o que é proibido. Outros quatro eleitores foram detidos por embriaguez. Uma mesária também foi presa a pedido de um juiz eleitoral porque teria aproveitado a saída do almoço para pegar o atestado de comparecimento e não retornou ao trabalho.

O último foi preso por queimar uma urna eletrônica, um crime eleitoral considerado gravíssimo, segundo Lós. “O chip dessa urna conseguiu ser recuperado, então os dados não foram perdidos e os votos foram recuperados”.

Jornal Midiamax