Polícia

Para conseguir seguro, mãe de empresário morto por PRF pede acesso a Hilux apreendida

A mãe do empresário Adriano Correia Nascimento, morto no dia 31 de dezembro de 2016  pelo policial rodoviário federal Ricardo Moon, pediu à Justiça acesso a caminhonete Hilux onde Adriano foi morto para que o veículo seja avaliado e assim, a família possa solicitar o pagamento da indenização do seguro do automóvel, ainda em aberto. […]

Clayton Neves Publicado em 05/09/2018, às 14h53

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A mãe do empresário Adriano Correia Nascimento, morto no dia 31 de dezembro de 2016  pelo policial rodoviário federal Ricardo Moon, pediu à Justiça acesso a caminhonete Hilux onde Adriano foi morto para que o veículo seja avaliado e assim, a família possa solicitar o pagamento da indenização do seguro do automóvel, ainda em aberto. Por duas vezes a mãe do empresário teve pedido de restituição da Hilux negado porque, segundo a Justiça, a caminhonete é objeto do crime e ainda passaria por perícias.

“Tendo em vista que o veículo faz parte do corpo de delito do crime sendo processado pelo D. Juízo, requer-se autorização para acesso ao automóvel, no local em que está, para a constatação de seu estado, por meio da realização de fotografias, não obstante a especificação de medidas que entender necessárias para a supervisão do ato”, explica petição protocolada pelos advogados da mãe de Adriano.Para conseguir seguro, mãe de empresário morto por PRF pede acesso a Hilux apreendida

O pedido, ainda sem resposta, será avaliado pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, responsável pelo caso.

Anteriormente a familiar já havia ressaltado em requerimento que o veículo é objeto de contrato de seguro e, enquanto não acionada a seguradora, continua pagando parcelas de financiamento, sem receber o que tem direito.

ENTENDA

Ricardo Sun Moon passou de policial a réu na madrugada do dia 31 de 2016, quando se envolveu em uma confusão no trânsito, e atirou contra Adriano e as outras duas pessoas que estavam com ele no carro, Agnaldo Espinosa da Silva e o enteado de 17 anos. O empresário morreu na hora. Moon alegou legítima defesa, versão que não prosperou nem no inquérito da Polícia Civil nem na análise do Ministério Público Estadual.

Uma reconstituição com todos os envolvidos e também testemunhas foi realizado no dia 11 de janeiro de 2017. Na data, Moon estava preso em virtude a um mandado de prisão preventiva, mas no dia 1º de fevereiro, ele ganhou a liberdade.

Jornal Midiamax