Polícia

Ministério Público denuncia por homicídio pai de bebê morto pisoteado por madrasta

O MP (Ministério Público) denunciou Rodrigo Avalo dos Santos, pai do bebê de 1 ano morto após ser pisoteado pela madrasta Jéssica Leite Ribeiro, por homicídio nesta quarta-feira (5). O inquérito foi concluído e o lutador de MMA foi indiciado apenas por maus-tratos. Já a madrasta, foi indiciada por homicídio qualificado. A criança morreu no […]

Thatiana Melo Publicado em 06/09/2018, às 10h15 - Atualizado em 07/09/2018, às 10h05

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O MP (Ministério Público) denunciou Rodrigo Avalo dos Santos, pai do bebê de 1 ano morto após ser pisoteado pela madrasta Jéssica Leite Ribeiro, por homicídio nesta quarta-feira (5). O inquérito foi concluído e o lutador de MMA foi indiciado apenas por maus-tratos. Já a madrasta, foi indiciada por homicídio qualificado.

A criança morreu no dia 16 de agosto após ser torturado e pisoteado pela madrasta. Segundo despacho do MP, Rodrigo tinha conhecimento do tratamento a que o filho era submetido pela esposa, já que o bebê tinha lesões antigas que eram de conhecimento do pai. Na avaliação do MP, o pai foi omisso porque sabia das agressões e nada fez.

O bebê teve fratura nos arcos costais após a madrasta pisar na barriga dele, que segundo ela o teria feito para melhorar a prisão de ventre do enteado que chorava muito.

O MP classificou o crime como de meio cruel sem possibilidade de defesa da vítima.

No dia 27 de agosto, a Justiça havia negado o pedido de revogação da prisão preventiva de Rodrigo. Na decisão, o juiz concluiu “a confissão da madrasta não é suficiente para afastar a possível participação na pratica do delito ou para revogar a segregação cautelar”.

Jéssica Leite teve sua prisão preventiva decretada e foi indiciada por homicídio qualificado.Ela confessou na delegacia ter pisado na barriga do bebê, que chorava por causa de cólicas. Em depoimento, ela disse ter usado as mãos e os joelhos para apertar a barriga da criança, e teria se excedido na força. Jéssica foi transferida para o presídio da cidade de Corumbá, no dia 31 de agosto.

O crime

No dia 16 de agosto, o Samu (Serviço Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para socorrer o bebê, mas quando chegou à casa a criança já estava morta. A madrasta do bebê disse que ele tinha passado mal e ela tentado fazer a ressuscitação. Mas, laudos médicos apontaram hematomas que não condiziam com o depoimento da mulher, que demorou cerca de 1 hora para acionar o socorro para o enteado.

O bebê sofreu várias fraturas nos arcos costais, o que resultou no dilaceramento do fígado, causando sua morte por choque hemorrágico. A criança ainda tinha hematomas antigos e ferimentos recentes no couro cabeludo.

Jornal Midiamax