Polícia

Jardineiro que ateou fogo na mulher é condenado a 10 anos de prisão

Foi condenado a 10 anos e oito meses de prisão o jardineiro Gilson Ferreira da Silva, acusado de jogar gasolina e atear fogo na esposa, Adriele de Fátima Soares Silva, de 27 anos, em dezembro de 2017, no bairro Ramez Tebet, em Campo Grande. Além da prisão, que será em regime fechado, o réu terá […]

Clayton Neves Publicado em 08/10/2018, às 16h34 - Atualizado às 18h07

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Foi condenado a 10 anos e oito meses de prisão o jardineiro Gilson Ferreira da Silva, acusado de jogar gasolina e atear fogo na esposa, Adriele de Fátima Soares Silva, de 27 anos, em dezembro de 2017, no bairro Ramez Tebet, em Campo Grande. Além da prisão, que será em regime fechado, o réu terá de pagar indenização à vítima no valor de R$ 10 mil.

Durante julgamento nesta segunda-feira (8) Gilson confessou o crime e disse que o fez porque queria sair das drogas e Adriele não deixava. Em depoimento ele afirmou ainda que tentou ajudar a mulher e teria até jogado um cobertor em cima dela na tentativa de apagar o fogo.

A versão apresentada foi questionada pelo Ministério Público, já que depoimentos de testemunhas relatam que a vítima saiu gritando pedindo por socorro e o réu a pegou no colo e tentou colocá-la de volta na casa, tentando impedi-la de buscar ajuda.

Tanto a mãe quanto um irmão de Adriele disseram que o casal brigava muito e sempre que isso acontecia, a vítima chegava em casa machucada. Eles ainda relataram que o réu era muito ciumento e não deixava Adriele trabalhar.

Em depoimento, Adriele contou que o autor era muito ciumento e que por quatro vezes tentou quebrar seu pescoço, sendo que uma dessas vezes ela chegou a procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência. Ela conta que no dia do crime ambos haviam ingerido bebida alcoólica e entorpecente e que ela queria sair, mas ele não deixou.

“Fui deitar emburrada e falei para ele não encostar em mim, eu já estava dormindo quando senti o liquido na minha pele fui correr e ele tacou fogo em mim. Ele fez isso porque não queria ter relação sexual com ele”, disse ela em depoimento transmitido pelo Ministério Público durante o julgamento.

Ela disse ainda que ele a segurou no braço para que ela não corresse e quando ela foi para cima dele, ele começou a bater nela para apagar o fogo e não pegar nele. Adriele ficou 57 dias internada e precisou fazer três cirurgias de raspagem e enxerto, ela também perdeu o movimento no braço direito.

Anterior a esse crime, Gilson já tinha passagens por violência doméstica, inclusive havia sido condenado.

Crime

O jardineiro Gilson Ferreira, 39 anos, admitiu ter jogado gasolina e ateado fogo no rosto da esposa Adriele de Fátima, 27 anos, no dia 10 de dezembro de 2017. À polícia, ele disse que estava sob efeito de pasta base, mas garantiu não se lembrar do momento do crime.

Essa é a segunda tragédia na família. Em fevereiro o irmão de Adriele, Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, morreu após ser violentado com uma mangueira de compressor de ar, introduzida no ânus pelos patrões do lava-jato em que trabalhava.

Jornal Midiamax