Polícia

Cardiologista alvo de operação da PF já está usando tornozeleira eletrônica

Dono da Amplimed tem até domingo para instalar equipamento

Clayton Neves Publicado em 26/01/2018, às 21h07

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Dono da Amplimed tem até domingo para instalar equipamento

Investigado pela Polícia Federal por suposta participação em esquema de fraude em licitações da rede pública de saúde, o médico cardiologista Mercule Pedro Cavalcanti fez a implantação de tornozeleira eletrônica na tarde desta sexta-feira (26), no Patronato Penitenciário de Campo Grande. Dono da clínica Amplimed, o empresário Pablo Figueiredo, que também é investigado, ainda não colocou a tornozeleira e tem até domingo (28) para colocar o equipamento de monitoramento.

O Patronato Penitenciário tem atendimento ininterrupto, sendo assim, a qualquer momento Pablo Figueiredo pode ir até a unidade para a instalação.

O caso

O médico cardiologista que atuava no Hospital Universitário, no Hospital Regional, e na Cassems foi identificado como Mercule Pedro Cavalcanti, e, segundo a PF, participava do esquema na fraude de licitações. O dono da clínica Amplimed, o empresário Pablo Figueiredo, também foi levado durante a operação. Os dois investigados tiveram de colocar uma tornozeleira eletrônica.

O desvio era feito através de fraude em licitações pelos hospitais e envolvia servidores públicos, que recebiam propinas em forma de viagens e transferência de carros de luxo. A clínica Amplimed era favorecida nos esquemas de licitações.Cardiologista alvo de operação da PF já está usando tornozeleira eletrônica

Outra forma de desvio era o sobrepreço de materiais comprados pelos hospitais, como por exemplo, um Stent- que é uma pequena prótese colocada no interior de uma artéria para evitar uma possível obstrução- que tem seu valor comercial em torno de R$ 800, mas era comprado pelo valor de R$ 2 mil.

Contratos de 2016 a 2017 mostram um desvio de R$ 3 milhões e 200 mil de um total de R$ 6 milhões. Muitos equipamentos eram superfaturados em 100% de seu valor de mercado.

O superintendente da CGU (Controladoria Geral da União) José Paulo Barbieri disse em coletiva que “Sistema frágil de controle do estoque dos hospitais favorecia a ação criminosa”. A investigação teve início em 2016.

Jornal Midiamax