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Polícia

Preso em Campo Grande falso médico suspeito de causar morte de paciente

Ele responde por homicídio doloso e outros crimes
Arquivo -

Ele responde por homicídio doloso e outros crimes

Investigado pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) e acusado de homicídio doloso e exercício ilegal da profissão, o falso médico Marx Honorato Ortiz, que atuou em Paranhos, a 477 de Campo Grande, foi preso pela na manhã quarta-feira (26) por policiais da 7ª DP (Delegacia de Polícia) em Campo Grande. Ele estava foragido da Justiça e é acusado de ter causado a morte de um paciente em Paranhos. 

Marx foi nomeado como secretário de gabinete na Secretaria Municipal de Saúde de Amambai e atendia com o nome do médico Marcel Marques Peres, formado na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que atua no Hospital Universitário e descobriu o esquema ao ser intimado pela polícia civil de Paranhos e ser alvo de sindicância do CRM (Conselho Regional de Medicina).

Agora, além das acusações de homicídio doloso e exercício ilegal da profissão, Marx pode responder por falsidade ideológica, indiciado pela polícia civil após o Marcel registrar boletim. 

A Justiça autorizou o pedido de prisão preventiva em março. A Polícia descobriu que o falso médico estava em Campo Grande, conforme relatou a delegada titular da 7ª DP, Cristiane Grossi de Araújo Rocha. Os policiais investigaram o paradeiro dele nos últimos 3 dias e então descobriram que ele estava morando no bairro Monte Castelo, na Capital, onde foi preso pela manhã.

Marx foi nomeado como Secretário de Gabinete para atuar na Secretaria Municipal de Saúde de Amambai em junho de 2014. Em 4 de março de 2015 ele foi exonerado. A morte do paciente João Maria Padilha da Silva ocorreu no Hospital de Paranhos no dia 14 de dezembro de 2014, período em que ainda atuava como Secretário de Gabinete. Ele teria atuado durante três meses no Hospital.

Chegou a atuar na Capital

Além disso, conforme apurou a reportagem, Marx tentou, durante o tempo que morou na Capital, exercer a profissão na rede pública municipal de saúde. Ele teria pedido emprego no Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante), e utilizou o registro de outro profissional para reivindicar a vaga.

Conforme as informações extraoficiais, ele chegou a acompanhar equipes de saúde, e a realizar atendimento básico à adolescentes no Cetremi. Ele alegava que era formado em medicina na Bolívia e que tentava validar o diploma no Brasil.

Na delegacia, negou-se a falar com a imprensa. Ele estava acompanhado de 2 advogados, que bloquearam o acesso dos repórteres. À delegada, no entanto, ele declarou não saber o motivo da prisão. Ele contou para a delegada que é formado em medicina em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e que cursou o último ano de medicina em Amambai, mas não especificou se é no Brasil ou Paraguai e também não apresentou nenhum documento.

Entenda

Marx foi secretário de gabinete em Amambai e é suspeito de atuar como médico em outras 3 cidades de Mato Grosso do Sul: Amambai, Dourados e Coronel Sapucaia. Além do crime, a Promotoria de Justiça de acusa Marx de exercício ilegal da medicina, falsa identidade e crime de desobediência. Marx utilizava o nome de Marcel como “Marcell”, com CRM falso.

No dia 14 de dezembro, conforme o inquérito policial, os filhos de João, então com 56 anos, levaram o pai até o Hospital Municipal de Paranhos. Consta no boletim de ocorrência registrado pela filha, que ele teria sido atendido por volta das 13h30 pelo falso médico que “o medicou, em seguida o liberou, alegando problemas emocionais e mandando para casa”.

Durante o dia João piorou e foi levado novamente ao hospital de ambulância. A família, no entanto, foi comunicada pelo falso médico que às 22h30 o pai havia falecido.

Os familiares teriam pedido à Marx que o pai fosse encaminhado a outro município, no que o falso médico contestou, negando que o paciente precisasse de transferência, e que “ele é que seria formado em medicina, para que não se preocupasse”, conforme consta no boletim.

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