Polícia

‘Pitboy’ diz que foi denunciado por ‘clamor social’ e pede absolvição

Indiciado por tentativa de homicídio alega 'participação insignificante

Clayton Neves Publicado em 04/07/2017, às 17h40

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Indiciado por tentativa de homicídio alega ‘participação insignificante

Alegando ter tido “mínima e insignificante participação” no espancamento de um rapaz de 18 anos em outubro do ano passado, José Guilherme do Carmo Weiller, apontado como um dos quatro agressores do caso ‘pitboys’, contestou decisão que o indiciou por tentativa de homicídio e pediu absolvição do crime. Para a defesa, a denúncia contra José Guilherme “é motivada única e exclusivamente pelo clamor público gerado pelas imagens das agressões lançadas nas redes sociais”.'Pitboy' diz que foi denunciado por ‘clamor social’ e pede absolvição

Consta no processo que, mesmo observando que a vítima sofria com as agressões de Jhonny Celestino Holsback e Alessandro Ronaldo Mosca Júnior, José Guilherme deu um chute na direção das costas do jovem “com intuito único de fazê-lo padecer”.

Para os advogados do agressor, o fato de ter chutado as costas da vítima no momento das agressões não é indício suficiente para enquadrá-lo no crime de tentativa de homicídio. “Os elementos são escassos e insuficientes, não há nada nos autos que permita concluir que o réu José Guilherme pretendia tirar a vida da vítima ou mesmo atuou para esta fim de forma impulsiva”, explica a defesa.

Contestações

Na semana passada, Alessandro Ronaldo Mosca Júnior contestou o pagamento da indenização por danos morais à vítima no valor de R$ 120 mil. Conforme determinação, o valor deveria ser dividido entre os quatro réus.

À justiça, a defesa de Alessandro pediu a improcedência da determinação, já que no entendimento dos advogados, a participação do réu teria sido menos danosa à vítima.

O caso

As agressões aconteceram depois que os quatro jovens foram avisados que o rapaz de 18 anos havia urinado em dois carros, o de Jhonny e de o de José Guilherme. Mesmo ameaçado pelos conhecidos da dupla, a vítima foi embora andando, na companhia de dois amigos, para a casa de um deles.

Jhonny, José Guilherme, Alessandro Ronaldo Mosca Júnior, 21 anos e Eduardo de Paula Mendonça Filho, 22 anos, foram de carro até a residência onde o rapaz deveria ficar para esperar por ele. Ao ver a movimentação na frente da residência, a vítima correu, mas foi perseguida e alcançada por ‘Coruja’, também denunciado pelo crime.

Ele teria começado as agressões com chutes, até a chegada do Jhonny. A vítima foi atingida por socos, chutes, tapas e chegou a ser arrastada pelo asfalto. José Guilherme também participou da briga e agrediu o rapaz quando ele já estava caído.

Só depois disso, Jhonny aplicou um mata-leão na vítima. A cena foi gravada e nas imagens é possível ver a rapaz inconsciente, mas ainda assim, recebendo golpes na cabeça.

Segundo o MPE, o socorro não foi acionado pelos suspeitos, que tiveram a intensão de matar. Ainda conforme o documento, Jhonny e Alessandro agiram por motivo fútil, de forma excessiva e por isso assumiram o risco não só de matar, como de causar ‘sofrimento desnecessário’ na vítima. Enquanto dos outros José e Eduardo participaram de maneira direta e indireta.

Jornal Midiamax