Polícia

Patrimônio apreendido vai para União e ‘investidores’ ficam no prejuízo

Vítimas não serão ressarcidas

Thatiana Melo Publicado em 21/11/2017, às 14h42

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Vítimas não serão ressarcidas

Todo o patrimônio apreendido durante a operação Ouro de Ofir, será revertido para a União, e as vítimas do golpe provavelmente não serão ressarcidas pelos prejuízos. Foram apreendidos R$ 1 milhão em espécie, além de 200 quilos de pedras preciosas e três carros de luxo.

Segundo informações da Polícia Federal, o golpe era muito complexo e feito de duas maneiras pela organização criminosa: a primeira forma como era aplicado consistia em usar documentos falsos do Banco Central, levando as vítimas a acreditarem na legitimidade dos investimentos.

Já a segunda forma era apresentar para os investidores que pessoas ‘importantes’ participavam e estavam lucrando com os investimentos. Eles afirmavam que tinham investidores como juiz e consul honorário da Guiné.

Para atrair as vítimas, os integrantes afirmavam que uma família de Campo Grande era dona de uma mina de ouro da época do império, que tinha sido vendida para os Estados Unidos e para a Europa, e que a família tinha 40% de direitos sobre a mina vendida.

Sendo que parte do dinheiro recebido teria de ser repassado para terceiros, momento em que eram vendidas cotas para os investidores, que aplicavam R$ 1 mil com promessas de receber R$ 1 milhão. A organização criminosa também usava das declarações do imposto de renda para mostrar para os investidores que estariam enriquecendo, com o dinheiro investido no grupo.

A polícia afirmou que existem pelo menos mais de 25 mil vítimas em todo o Brasil. Ainda de acordo com informações, o golpe foi descoberto pela polícia há 10 anos e nos últimos dois anos as investigações foram intensificadas.

Os investidores eram cooptados através de um marketing multinível, além do grupo criminoso também apelar para fé das vítimas. A polícia irá disponibilizar um email para que vítimas procurem e denunciem.Patrimônio apreendido vai para União e 'investidores' ficam no prejuízo

Prisões

Foram presos Celso Eder de Araújo, dono da empresa Company Consultoria que também foi alvo da operação, além de Sidney Anjos Pero e Anderson Flores de Araújo- tio de Celso. Uma pessoa está foragida.

Operação

Foram cumpridos 19 mandados, sendo 11 de busca e apreensão, 4 de condução coercitiva e 4 de prisão temporária. Goiás e Brasília também foram alvos da operação, que apreendeu R$ 1 milhão em espécie e 200 quilos de pedras preciosas, além de três carros de luxo.

Jornal Midiamax