Polícia

Juiz nega pedido de sigilo em processo sobre morte de Carolina em acidente

Polícia pediu quebra de sigilo bancário de estudante de medicina

Thatiana Melo Publicado em 22/11/2017, às 15h37

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Polícia pediu quebra de sigilo bancário de estudante de medicina

O juiz Carlo Alberto Garcete de Almeida indeferiu o pedido de sigilo sobre o processo da morte de Carolina Albuquerque, que aconteceu após um acidente no dia 2 de novembro, na Avenida Afonso Pena, quando teve o carro atingido pela camionete do estudante de medicina, João Pedro de Miranda, de 23 anos.

O pedido de sigilo foi feito pela defesa do estudante, que pediu à Justiça a quebra do sigilo bancário e telefônico da advogada para saber se nas últimas 12 horas antecedentes ao acidente, ela teria ingerido bebidas alcóolicas ou estava fazendo o uso de celular no momento da colisão.

“Indefiro a tramitação do procedimento, sob segredo de justiça, por estar fora das hipóteses legais previstas para tanto”.

O juiz ainda afirma que caso seja deferido o pedido da quebra do sigilo bancário e telefônico de Carolina, os dados serão mantidos em sigilo. O delegado que cuida do caso, Geraldo Marim, fez o pedido da quebra do sigilo bancário de João Pedro, já que teria recebido a informação de que o estudante antes do acidente teria passado em um comércio e outro local.Juiz nega pedido de sigilo em processo sobre morte de Carolina em acidente

O pedido da defesa

Os advogados querem saber se houve perícia com base na coleta de sangue a material gástrico da moça e, se não foi realizada, que agora seja por empresa indicada por eles nos autos. De acordo com o pedido, há ponto incontroverso, pois, o estudante trafegava pela Afonso Pena e seu veículo foi “abalroado” pelo carro da vítima que atravessou com sinal vermelho.

A defesa também pediu que, em caso de ter sido feita coleta de sangue e material gástrico da vítima após o acidente e os mesmos estejam devidamente armazenados, que seja determinada a realização de exame no sangue para se saber se há resquícios de teor alcoólico, ou substância análoga, bem como seja reservado no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia) uma amostra do sangue para que a defesa possa realizar a perícia com assistente técnico, no momento oportuno.

Prisão e tornozeleira eletrônica

João Pedro chegou a ser preso, mas pagou fiança de mais de R$ 50 mil e conseguiu reverter para monitoramento eletrônico. O pai do filho de Carolina, Douglas Barros, entrou com recurso para tentar invalidar decisão que livrou o estudante da prisão, mas o pedido foi rejeitado pelo juiz Carlos Alberto Garcete no dia 17 deste mês.

(Colaborou Jéssica Benitez)

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