Polícia

Bailarina denuncia abuso sexual e professor registra queixa de calúnia

Relato foi feito no Facebook 

Wendy Tonhati Publicado em 01/10/2017, às 18h24

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Relato foi feito no Facebook 

Bailarina denuncia abuso sexual e professor registra queixa de calúnia

Uma bailarina de Campo Grande, que atualmente mora no Distrito Federal, utilizou o Facebook para denunciar que teria sofrido abusos por parte do coreógrafo e dono de uma companhia de dança da Capital.

No depoimento, ela afirma que se não mantivesse relações sexuais com ele era cortada das apresentações. A jovem diz que ainda que era obrigada manter as relações sem o uso de preservativo e que com isso, contraiu DSTs (Doença Sexualmente Transmissível).

Iniciei como bolsista na academia dele em 2010. Fiz parte da companhia, dancei em shows, programa de TV e qualquer outra coisa que surgisse. Saí em janeiro de 2013 quando me mudei para Brasília para fazer faculdade. Nesses dois anos fui abusada sexual, profissional, financeira, moral e psicologicamente. Eu e muitas outras meninas que passaram pelos seus ‘ensinamentos’”, diz a postagem. 

O post no Facebook já teve mais de 400 compartilhamentos e, além do apoio de várias pessoas, outras mulheres fazem comentários afirmando que o comportamento do coreógrafo não seria o adequado profissionalmente.

Bailarina denuncia abuso sexual e professor registra queixa de calúnia

Sobre fazer a denúncia anos após ter deixado o grupo de dança, ela explica que “Eu não queria ter demorado tanto a falar sobre isso, mas ainda é muito difícil. A culpa e o medo que cerca esse meu discurso as vezes pesa mais do que a vontade de falar e sanar injustiças. São poucas pessoas que sabem dessa história e hoje eu quero que todo mundo fique sabendo. Ainda com medo, ainda com vergonha”.

Outro lado

O professor de dança procurou a Polícia Civil, na noite do sábado (30), para registrar um boletim de ocorrência contra a bailarina por calúnia e difamação. Ele diz que viu no Facebook a denúncia “de abuso sexual, moral, financeiro e psicológico. Que na mensagem postada ela menciona também falsamente que ele a chamava de puta”, diz o registro.

O professor alega que manteve relações sexuais com a bailarina de forma consensual. Ele diz que ela não tinha vínculo empregatício com a companhia e que exigia dela apenas a presença nos ensaios de dança. Por fim, o professor diz acreditar que “a postagem é uma forma de represália por ter sido afastada da escola de dança”, finaliza.

*O Jornal Midiamax não conseguiu contato com os envolvidos e preservou a identidade dos mesmos. 

Jornal Midiamax