Polícia

Testemunhas de latrocínio não conseguem depor e culpam ‘bebedeira’

Delegacia ainda não esclareceu o caso

Renata Portela Publicado em 14/09/2016, às 12h19

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Delegacia ainda não esclareceu o caso

De acordo com o delegado Reginaldo Salomão, de Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos), dos 10 casos de latrocínio (roubo seguido de morte) registrados de maio até agosto deste ano, apenas um continua sem esclarecimento. Segundo a autoridade, isso só aconteceu porque as testemunhas não conseguem dar detalhes dos acontecimentos.

Este crime aconteceu no dia 23 de maio, quando o pedreiro José Pedro de Andrade, de 39 anos de idade foi morto com um tiro na cabeça, enquanto bebia com amigos em um bar no Bairro São Jorge da Lagoa.

No dia dos fatos, José Pedro, a proprietária do bar e outro cliente estavam bebendo quando dois homens chegaram, por volta das 20h50, em uma moto. Um deles desceu e sentou-se pedindo uma cerveja. Logo depois sacou um revólver e anunciou o assalto.

José Pedro, que havia bebido durante todo o dia, levantou-se e tentou conversar com o autor. Em determinado momento desequilibrou-se e esbarrou no ladrão que pensando tratar-se de uma reação efetuou os disparos fugindo logo depois.

A partir daí começam as dificuldades para a polícia. Como somente a proprietária do bar e o outro amigo estavam no local, são as únicas testemunhas. No entanto eles alegam que também beberam durante todo o dia e não conseguiram descrever os acontecimentos com precisão. “Enquanto um fala que o autor é moreno, o outro fala que é branco e não conseguem se lembrar de mais nada”, afirmou o delegado.

Segundo Salomão, o objetivo da divulgação deste fato é para que, se alguém souber de alguma coisa relacionada ao fato, procure a polícia através dos telefones 190 ou mesmo da delegacia especializada, (67) 3368-6600.

“Sempre em casos como estes, quando autor se reúne com outros amigos do crime, sempre deixa escapar alguma coisa e é justamente isto que esperamos. Que em algum momento alguém comente alguma coisa e então poderemos agir. Mas nossas equipes seguem a campo investigando”, afirmou o delegado Salomão.

Jornal Midiamax