Polícia

Presos ‘jogaram futebol’ com cabeça de preso decapitado durante rebelião

Rebelião começou na quinta

Diego Alves Publicado em 08/08/2016, às 01h59

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Rebelião começou na quinta

Presos chegaram a ‘jogar futebol’ com cabeça de um detento decapitado durante a rebelião da no Presídio de Segurança Máxima de Naviraí, confirmou o presidente do Sinsap/MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul).

Além do detento morto decapitado, outro preso foi assassinado e sete ficaram feridos. O preso decapitado foi identificado como Fernando Florentino da Silva e o nome do outro preso morto é Luiz Fabiano Bezerra. Os dois estavam presos por tráfico de drogas.

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que após o fim da rebelião iniciada na tarde de quinta-feira (4) no Presídio de Segurança Máxima de Naviraí, cidade a 359 quilômetros de Campo Grande foi providenciado a transferência de 52 presos para outras unidades penais de Mato Grosso do Sul e a visitação de familiares no fim de semana está suspensa. Já as visitas estão suspensas até o próximo domingo (14), Dia dos Pais.

No local a situação foi controlada por volta das 7 horas da manhã desta sexta-feira (5) após a ocupação pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar e segundo a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) “agentes penitenciários da unidade e da região trabalharam e trabalham para que tudo volte à normalidade”.

O levantamento das avarias no presídio está sendo realizado para determinar quais reparos serão necessários. A agência diz que também já foi providenciado o restabelecimento de água e luz na unidade prisional, para a realização dos reparos iniciais. Os familiares dos internos mortos, bem como os detentos feridos, estão recebendo a assistência ainda segundo a Agepen.

Rebelião

Os presos iniciaram a briga por volta das 15 horas da quinta-feira (4) e depois de se recusarem a retornar para as celas após banho de sol, e ainda exigiam a retirada de alguns internos do presídio. Não houve reféns e segundo a Agepen, o reforço na segurança foi providenciado com o envio de mais agentes penitenciários e policiais militares da região e de localidade vizinhas para o presídio. 

Dois internos foram mortos e sete foram encaminhados ao hospital para atendimentos médicos.

Jornal Midiamax