Polícia

Operação para transferir presos tem ‘insurreição’, bombas de gás e tiros

Policiais e agentes foram ameaçados pelos internos

Midiamax Publicado em 08/09/2016, às 22h02

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Policiais e agentes foram ameaçados pelos internos

Presos ligados à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foram transferidos de presídios do Estado durante uma megaoperação realizada pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). Foram 54 presos remanejados e em Dourados um princípio de motim resultou reação da polícia com bombas de gás e tiros de borracha.

De acordo com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), a operação aconteceu em Campo Grande, Dourados, e Naviraí. Os internos foram transferidos conforme o grau de periculosidade e articulação para outras unidades do Estado e também para o Presídio Federal de Campo Grande.

“Os presos que identificamos como lideranças altamente negativas foram levados ao Presídio Federal”, explicou o diretor de Operações da Agepen, Reginaldo Francisco Régis.

Na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), além das transferências, uma operação pente-fino também foi realizada no Raio 2, ala B, que abriga os presos de maior periculosidade da penitenciária. Policiais do Batalhão de Choque foram acionados e durante as revistas houve retaliação dos presos.

Segundo o boletim de ocorrência registrado pelos militares, em uma das celas os presos desobedeceram às ordens dos policiais e passaram a xingar e ameaçar a guarnição. Ainda confirme o registro, os internos estavam em visível estado de embriaguez e afirmaram ser o PCC, em uma tentativa de intimidar os militares.

No momento da transferência, os quatro internos resistiram e outros presos começaram a jogar objetos contra os militares. Em uma das celas, os suspeitos chegaram a quebrar um vaso e também as mobílias para arremessar contra os policiais, que reagiram com uso de gás lacrimogênio e tiros de bala de borracha.

“Foi uma insurreição dos presos e o Choque tomou as medidas necessárias para controlar”, afirmou o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia para equipe do Jornal Midiamax.

Ao serem colocados dentro do camburão, os internos voltaram a ameaçar os militares, alegando que matariam eles e os agentes penitenciários como “havia feito com o Agente Penitenciário de Naviraí”.

Ramão Hudeson Salinas Borges, de 39 anos, Robson Ferreira Vaz, de 32 anos, Alex da Silva De Araújo, de 21 anos e Thiago dos Santos Barbosa, de 27 anos, foram indiciados por desobediência e desacato. Cerca de 70 agentes penitenciários e 50 policiais participaram do pente-fino.

Foram apreendidas 61 armas artesanais (entre facas, chuços e vergalhões), feitas a partir de ferros retirados das camas, 23 celulares, 4 litros de Maria Louca, (bebida artesanal produzida com restos de comida), 10 carregadores, 8 carcaças de celular, 23 peças de celulares sobressalentes, 6 baterias avulsas, 3 cachimbos, 4 chips soltos e várias porções de drogas.

Jornal Midiamax