Polícia

Justiça acata denúncia e mantém presas envolvidas na morte de manicure

Primeira audiência acontece dia 12 de abril

Gerciane Alves Publicado em 01/03/2016, às 19h51

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Primeira audiência acontece dia 12 de abril

A justiça acatou a denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) contra Gabriela Santos Antunes, de 20 anos, e Emilly Karoliny Leite, de 19 anos e converteu a prisão temporária das duas em prisão preventiva. Elas respondem por homicídio qualificado, praticado por motivo torpe por ter matado matado a manicure Jennifer Nayara Guilhermete de Moares, 22 anos. 

De acordo com o documento do MPE, a denúncia foi aceita no dia 17 de fevereiro e a prisão preventiva foi decretada por dois motivos: materialidade, que segundo o documentos pode “ser aferida pelo laudo necroscópico, o qual atesta que causa da morte da vítima Jeniffer Nayara Guilhermete de Moraes foi " fratura da coluna cervical, ação contundente e ferimento por arma de fogo em região mandibular”.

Além também dos indícios de autoria e o perigo em permanecer solto, que segundo o documento estão presentes em alguns depoimentos e o fato de terem “dissimulado o encontro com a vítima, atraindo-a, a qual adentrou no veículo sendo levada até um lugar ermo, onde foi executada e seu corpo jogado”, explica o documento.

Ainda segundo o documento, Gabriela Santos Antunes “registra incidências criminais em ameaça, vias de fato, dano, duas lesões corporais, delitos relativos à arma de fogo (disparo) — durante a maioridade, além de outros atos infracionais na menoridade” e “mostrou intento furtivo, ou seja, pretendia, de forma inesperada, mudar para o Estado da Bahia”.

A primeira audiência do caso está marcada para o dia 12 de abril e sete testemunhas deverão ser ouvidas pela justiça.

Apresentação e prisão

Gabriela Antunes Santos, de 22 anos, principal suspeita de envolvimento na morte da manicure Jennifer Nayara Gilhermete de Moraes, de 22 anos, se apresentou na 2ª Delegacia de Polícia Civil na tarde do dia 15, dois dias antes da denúncia do MPE. Como estava com o mandado de prisão por homicídio qualificado em aberto, a suspeita permaneceu presa.

De acordo com o delegado Alexandre Evangelista, Gabriela foi até a delegacia acompanhada do advogado e prestou depoimento sobre o caso, mas os detalhes serão divulgados durante uma coletiva de imprensa que será realizada nos próximos dias. Como já estava com a prisão preventiva decretada, a suspeita permaneceu detida na unidade.

Além de Gabriela estão envolvidas no crime Emilly Karolainy Leite, de 19 anos, presa no início das investigações e um adolescente de 16 anos. Ainda segundo o delegado, a Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude) deve decidir se a jovem será indiciado por participação no homicídio.

Jornal Midiamax