Polícia

Família procura ex-vereador desaparecido desde terça-feira

Alceu Bueno renunciou depois de denúncia de exploração sexual

Ludyney Moura Publicado em 21/09/2016, às 14h33

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Alceu Bueno renunciou depois de denúncia de exploração sexual

O ex-vereador da Capital, Alceu Bueno, está desaparecido desde a noite de ontem (20), e a suspeita, endossada inclusive por autoridades policiais ouvidas pela reportagem, é de seja dele o corpo encontrado carbonizado no Jardim Veraneio, próximo ao Parque dos Poderes.

Na empresa de Bueno, um depósito de material de construções, a informação repassada à reportagem é de que ele estaria desaparecido. Segundo um funcionário, a esposa e a filha do ex-vereador estariam na rua em busca do paradeiro de Alceu.

Um outro familiar, que preferiu não se identificar, afirmou que por enquanto a informação é apenas boato, sendo que nada foi confirmado para a família. Um dos ex-colegas de Alceu na Câmara, revelou à reportagem que conversou com ele normalmente na tarde de ontem.

José Alceu Padilha Bueno foi eleito em 2012 e renunciou em 2015 depois de ter sido flagrado em um motel com duas adolescentes, com menos de 18 anos. Ele foi indiciado por ‘favorecimento à prostituição ou de outra forma de exploração sexual de vulnerável’. Imagens de um vídeo no qual o ex-vereador aparecia com as garotas no motel chegaram a ser divulgadas.

À época, Bueno alegou que era vítima de um esquema de extorsão, assim como o ex-deputado estadual Sérgio Assis, também flagrado no motel com as adolescentes. Três pessoas, Fabiano Viana Otero, Luciano Pageu e o ex-vereador Robson Martins, foram presos pelo crime.

Corpo Carbonizado

Segundo o delegado Camilo Kettenhuber Cavalheiro, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, foi possível identificar que a vítima é um homem, de idade aparente entre 30 e 40 anos, descrição que bateria com perfil do ex-vereador. O corpo teve 95% do corpo queimado, mas ainda assim os peritos e investigadores conseguiram notar que estava com a língua protusa, para frente.

Tal fato dá indícios que o homem teria sido estrangulado antes de ter o corpo queimado. Ainda segundo o delegado, por enquanto não é possível dizer se o homicídio ocorreu no local ou se o corpo foi 'desovado' no matagal e queimado. Por conta do estado do corpo, a suspeita é de que tenha sido usado algum tipo de combustível para o incêndio.

Com parte da mão da vítima, que não foi queimada, a Perícia tentará fazer um exame papiloscópico, para identificar o homem. Ainda assim, se houver dificuldades, o delegado solicitará um exame de DNA ou um exame necropapiloscópico.

Jornal Midiamax