Polícia

Família de suposto envolvido em morte de manicure é ameaçada de morte

A família da vítima teria ameaçado os parentes dos envolvidos no crime

Midiamax Publicado em 19/01/2016, às 21h20

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A família da vítima teria ameaçado os parentes dos envolvidos no crime

A morte da manicure Jeniffer Nayara Guilhermete de Moraes, de 22 anos, ganhou um novo capítulo dramático nesta terça-feira (19). A família do marido de uma das suspeitas de envolvimento no assassinado procurou a Polícia Civil para relatar que vem sofrendo ameaças desde que o crime começou a ser desvendado.

O boletim de ocorrência foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, mesma unidade responsável por investigar o homicídio. Um familiar do marido de uma das envolvidas no crime contou para a polícia que as ameaças começaram no domingo (17), dia seguinte ao corpo de Jeniffer ser encontrado na região do Inferninho, na CG-040.

No dia ele estava no lava-jato de um parente quando foi surpreendido pelo marido da vítima. O homem teria parado de carro em frente ao estabelecimento e avisado que mataria ele e toda a sua família.

Assustado, o homem de 43 anos foi até a delegacia na segunda-feira (19) para relatar o caso, mas se deparou com a família da vítima no local. O marido da jovem teria se aproximado e afirmado que os familiares do homem haviam “acabado com a vida da mulher dele”, e mesmo o alegando que não tinha nada a ver com o crime, também foi ameaçado pela mãe de Jeniffer. “Vou matar todos da sua família”.

Por volta das 14 horas desta terça-feira ele voltou à delegacia e registrou o caso. Para a equipe do Jornal Midiamax, o homem contou que não era próximo do sobrinho, muito menos da esposa dele e por isso teme as ameaças. Ainda segundo ele, o marido da vítima e o da autora eram amigos e passaram juntos a última quarta-feira (13). O caso foi registrado como ameaça e será investigado pela Polícia Civil.

Caso

De acordo com boletim de ocorrência, a jovem foi ao Bairro Vida Nova I na sexta-feira (15) para fazer as unhas da mãe de uma amiga. Testemunhas que estavam no local disseram que o celular de Jeniffer não parava de tocar. Uma das ligações era de uma pessoa chamada Gabriela dos Santos, que minutos depois foi buscar Jeniffer em um carro Sonic, de cor branca, placa de São Paulo, para que resolvessem o desentendimento.

Jeniffer passou a não atender as ligações de familiares, e por volta da meia-noite, o aparelho estava desligado. Como a filha não atendia mais o telefone desde o dia anterior, a mãe dela registrou boletim de ocorrência no sábado (16). No fim da tarde, policiais receberam informações de que havia um corpo nas margens de um córrego na saída para Rochedo. Por ser um local de difícil acesso, o Corpo de Bombeiros foi chamado para retirar o corpo.

No local, os investigadores encontraram Jeniffer morta com dois tiros, um rosto e outro no abdômen. Um chinelo de pérolas e um bilhete foram reconhecidos pelos familiares.

Jornal Midiamax