Polícia

Exército apreende mais de 1 tonelada de explosivos durante operação em MT e MS

Operação faz parte da segurança para os jogos olímpicos

Renata Portela Publicado em 04/04/2016, às 12h42

None
operacao1.jpg

Operação faz parte da segurança para os jogos olímpicos

Resultado da Operação Rastilho II, comandada pela 9ª Região Militar do Exército, que abrange Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mais de 1 tonelada de explosivos foi apreendida. As fiscalizações, segundo o Exército, fazem parte da preparação do País para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos – Rio 2016.

Estiveram envolvidos na operação 200 oficiais e 14 viaturas, que fiscalizaram 25 mil quilômetros nos dois estados. Também atuaram Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e PRF (Polícia Rodoviária Federal). Ao todo, foram feitas 5 autuações, três em MT e duas em MS, duas pessoas foram presas em MT e duas conduzidas. Segundo o Exército, foram apreendidos 1.120 quilos de explosivos, emulsão encartuchada, 5.300 metros de cordel detonante, 68 retardos, 212 espoletas e 195 metros de estopim.

Para o Exército, o resultado é melhor do que da operação feita em 2015, quando nenhum explosivo foi apreendido, apenas o material químico que poderia resultar na fabricação dos explosivos. Em MS, as cidades fiscalizadas foram Costa Rica, Terenos, Sidrolândia, Paranaíba, Brasilândia e Aparecida do Taboado e chegaram a refletir em Três Lagoas.

Em Terenos, em uma empresa de detonação, foram apreendidos 828 quilos de explosivos, além de cordel detonante, retardos e estopins, material que não tinha comprovante de origem ou a forma como foi transportado. O material permanece depositado na empresa, mas está lacrado e não pode ser usado até que a investigação termine.

Agora, a ação deve ser assumida pela Polícia Civil, que deve irá investigar o motivo pelo qual o material não foi declarado e qual a origem. Segundo o general Luciano José Penna, comandante da 9ª Região Militar, a emulsão encartuchada é comumente usada por bandidos na explosão de caixas eletrônicos. Também conforme o general, está prevista a Operação Ágata, que ocorre na região de fronteira, com a mesma finalidade.

O general e também o major Giovane Amaral, chefe do serviço de fiscalização de produtos controlados, também da 9ª RM, destacaram que o serviço de inteligência atuou no mapeamento das regiões onde acontecem esse tipo de trabalho com explosivos, em regiões de garimpo. O resultado da operação pode acarretar em multas e cassação de licença para funcionamento da empresa de detonação.

Jornal Midiamax

☰ Últimas Notícias