Polícia

Em dia de paralisação, policiais civis ameaçam deflagrar greve

Mais de 1800 policiais aderiram a paralisação  

Midiamax Publicado em 01/04/2016, às 18h14

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Mais de 1800 policiais aderiram a paralisação  

Por melhores condições de trabalho, policiais civis de todo o Estado paralisaram os atendimentos por 12h nesta sexta-feira (1º) e prometem entrar em greve caso não tenham as reivindicações atendidas pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Segundo o sindicato da categoria há 2 anos os policiais esperam as melhorias prometidas pelo governador durante a campanha em 2014.

“O governador pediu um voto de confiança da Polícia Civil, mas até agora não obtivemos nenhum resultado. Queremos um aumento salarial, restruturação da careira e melhores estrutura nas delegacias. O governo não cumpriu, as negociações vão continuar, mas se não tiver resposta vamos aderir a greve”, explicou Giancarlo Corrêa Miranda, presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis).

Ainda de acordo com o presidente, a paralisação é na verdade um alerta geral para que a população conheça e entenda a atual situação da Polícia Civil do Estado. Durante todo o dia vários policiais se reúnem em frente a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro para distribuir panfletos as pessoas que passam pela Rua Padre João Cripp.

Para a investigadora Silvana Hildebrand, as melhorias exigidas pelo sindicato não irão apenas beneficiar os servidores, mas também a população que precisa de atendimento na delegacia todos os dias. “As pessoas procuram a delegacia para coisas ruim e quando chegam nesse espaço precisam ser acolhidas, não temos nem estrutura para acolher essas vítimas”, defendeu.

Com 10 anos de serviço, Silvana conta que muitas delegacias não possuem água ou lugar para sentar, além de trabalharem com viaturas sucateadas. “Não estamos contra o governo e sim a favor da valorização da polícia, não pedimos nada mais que o necessário, só queremos o básico para atender melhor a população”.

Paralisação

Segundo o Sinpol cerca de 1800 policiais das 120 delegacias do Estado aderiram a paralisação. Em Campo Grande, mais de 400 servidores passaram pela Depac Centro nesta sexta-feira, onde apenas casos de maior gravidade ou flagrante estão sendo atendidos.

Jornal Midiamax