Polícia

Dinheiro que poderia ser investido em agentes é gasto com presos, diz governador

MS custeia presos por tráfico

Renata Portela Publicado em 05/09/2016, às 15h44

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MS custeia presos por tráfico

Em solenidade na manhã desta segunda-feira (5), governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o secretário de segurança pública José Carlos Barbosa, comentaram a manifestação feita por agentes penitenciários, de paralisação dos serviços. Falta de dinheiro para investimentos foi um dos pontos abordados pelo governador.

Reinaldo falou que os agentes sabem do comprometimento do governo com a reestruturação da categoria. “O Estado assume responsabilidade com mais de 46% dos presos por tráfico internacional”, lembrou. Segundo o governador, os gastos com esses presos acabam afetando a qualidade do serviço de segurança pública de Mato Grosso do Sul.

Ainda conforme Azambuja, a União deveria custear tais gastos. “Nós teríamos que construir um presídio ou mais por ano para poder portar esse número de presso”, revelou. O governador ainda disse que investe nas vias administrativas com o Governo Federal e, se não tiver sucesso, irá entrar judicialmente contra a União, para que assuma as contas dos presos.

Já o secretário da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) Barbosinha afirmou que “Não há razão para greve”, além de lembrar que o ato dos agentes é uma manifestação. Ele ainda fez questão de lembrar dos mais de 400 agentes penitenciários que passaram no último concurso, já fizeram exame psicológico e agora realizam exames médicos.

“Está tudo caminhando dentro da normalidade”, disse o secretário. Também para ele, os compromissos que o governo assumiu com os agentes penitenciários estão sendo cumpridos. “Agora, na administração pública não existe milagre, não se faz em passe de mágica”, afirmou. O secretário ainda lamentou o ataque sofrido por um servidor em Naviraí, no último dia 31, mas disse que um fato não pode servir para motivar possibilidade de greve.

Paralisação

Além dos recentes ataques a agentes penitenciários, ameaças constantes, falta de efetivo e falta de equipamentos, os servidores que atuam nos presídios do Estado também protestam pela falta de segurança.

Interceptações telefônicas de ligações envolvendo um suposto integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), apontam que nomes de duas servidoras do Estado estariam em uma 'lista de execução' da facção criminosa. O secretário Barbosinha ainda afirmou à imprensa que fatos como ameaça e falta de segurança fazem parte do trabalho de policiais e agentes e que não há como impedir tais acontecimentos.

No dia 31 de agosto, um agente foi ferido a tiros em Naviraí quando seguia para o serviço. Em abril, cinco agentes foram vítimas de intoxicação após tomarem café no presídio, que era preparado e servido pelos próprios detentos. Em janeiro e em agosto, agentes penitenciários de Corumbá

Jornal Midiamax