Polícia

Delegado ‘estranha’ eficiência do Gaeco para prender membro do MP

Zeolla deve prestar depoimento até quarta-feira

Thatiana Melo Publicado em 27/06/2016, às 13h01

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Zeolla deve prestar depoimento até quarta-feira

Depois da prisão do procurador aposentado, Carlos Alberto Zeolla, de 51 anos, na última sexta-feira (24), o delegado Paulo Sérgio Lauretto, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) disse ‘estranhar’ a eficiência na prisão de Zeolla feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Segundo Lauretto toda vez que um pedido de mandado de prisão é deferido à delegacia responsável pelo pedido é comunicada, o que não aconteceu na prisão de Zeolla, “Então por que não ajudam (Gaeco) a cumprir os diversos mandados de prisão que temos aqui?”, indaga.

O delegado Donizete Ferraz de Queiroz, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) deve encaminhar nesta segunda-feira (27) ao juiz da 7º Vara um pedido de convocação para que Carlos Alberto Zeolla compareça a delegacia para prestar depoimento, o que deve acontecer até quarta-feira (29).

Prisão

Carlos Alberto Zeolla, de 51 anos foi preso na última sexta-feira (24) em sua residência pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), sobre a acusação de estupro de vulnerável, fornecimento de bebida alcoólica a menor de idade e exploração sexual de vulnerável. Este último é o mesmo crime pelo qual o ex-vereador Alceu Bueno e o ex-deputado estadual Sérgio Assis foram condenados em dezembro do ano passado.

O processo corre em sigilo e o caso é investigado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

O caso

Depois de uma briga entre mãe e filho, em outubro de 2015, a Polícia Civil descobriu que o procurador de justiça aposentado Carlos Alberto Zeolla abusava sexualmente de três meninos, de 13, 11 e 10 anos, todos moradores do Loteamento Nova Serrana. O caso chegou à delegacia depois que a vítima mais velha discutiu com a mãe por causa de uma viagem para a Alemanha, prometida pelo suspeito.

O caso foi encaminhado para a Depca e a delegada Daniella Kades assumiu as investigações. Através de imagens do carro e do número de celular do suspeito os investigadores chegaram ao procurador aposentado Carlos Alberto Zeolla e ainda localizaram mais duas vítimas, os meninos de 11 e 10 anos.

Zeolla já havia sido condenado a 8 anos de prisão em regime semiaberto em junho de 2011, pelo homicídio do sobrinho Cláudio Zeolla. O crime ocorreu em 2009 e a vítima tinha 24 anos. Cláudio teria empurrado o avô, Américo Zeolla, ex-combatente de guerra, morto no ano seguinte, em abril de 2010 durante uma discussão sobre o uso de um ventilador.

Jornal Midiamax