Polícia

Com ‘aval’ do PCC para execuções na Máxima, presos querem transferência

Ameaçam quebrar as celas

Renata Portela Publicado em 16/12/2016, às 12h41

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Ameaçam quebrar as celas

Após episódios de motim e transferência de presos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, o Presídio de Segurança Máxima, outros detentos seguem pedindo transferência por sofrerem ameaças. Na quinta-feira (15), 18 presos foram retirados da Máxima e levados para outro presídio do Estado.

A equipe de reportagem do Jornal Midiamax apurou que 15 a 20 presos que estão nas celas disciplinares – destinada aos que cometem alguma infração dentro do presídio – seguem sofrendo ameaças de morte por parte de outros detentos, que seriam membros do PCC (Primeiro Comando da Capital). A ‘guerra’ entre a facção e o Comando Vermelho tem até prazo para acabar, segunda-feira (16).

A disputa que envolve questões como tráfico de drogas e dominância da região de fronteira com o Paraguai resultou em uma ordem de execução dentro da Máxima. Os detentos da disciplinar, que estão isolados há aproximadamente 4 meses, foram ameaçados de morte e o PCC teria dado um ‘aval’ para que as execuções aconteçam até segunda-feira.

Conforme informações obtidas pelo Midiamax membros da facção paulista estariam organizando uma festa para esta sexta-feira, quando aproveitariam para ‘invadirem’ as celas onde os presos ameaçados de morte estão. Membros do Comando Vermelho estariam pedindo transferência do presídio, com urgência. “Falaram que se não tirarem os homens do CV, esse final de semana vão morrer todos”, disse uma fonte ligada a um dos presos.

Na quinta-feira, 18 dos 33 presos que sofreram ameaças e iniciaram motim na Máxima para exigirem transferência foram levados para um presídio do interior do Estado, escoltados pelo Batalhão de Choque. Outros 16 detentos da unidade do interior foram realocados para Campo Grande, mas a situação ainda não foi resolvida.

Após o motim, também foi feito um ‘pente-fino’ na Máxima, quando foram encontrados e apreendidos 33 celulares e 13 carregadores em apenas um pavilhão.

Jornal Midiamax