Polícia

Casal que matou travesti e manicure terá depoimentos confrontados

Eles são autores de duas mortes

Renata Portela Publicado em 15/03/2016, às 13h45

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Eles são autores de duas mortes

Alisson Patrick Vieira da Rocha, de 22 anos, marido de Gabriela Antunes Santos, também de 22 anos, confessou à polícia homicídio ocorrido em 22 de março de 2015. Na ocasião, o rapaz teria vitimado a tiros a travesti Adriana Penosa, Thiago da Silva Martins, de 22 anos. Ele foi preso no dia 11 de março e a esposa, também autora de um homicídio, foi presa no dia 15 de fevereiro.

Conforme o delegado Alexandre Evangelista, titular da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, Alisson não teve qualquer participação no homicídio de Jeniffer Nayara Guilhermete de Moraes, de 22 anos, no dia 16 de janeiro, no local conhecido como 'Inferninho', na MS-040 em Campo Grande. A morte da manicure teria sido arquitetada e provocada por Gabriela, que estava acompanhada de duas amigas, de 19 e 16 anos.

Também conforme o delegado, Gabriela chegou a revelar que a arma usada para matar Jennifer seria a mesma usada pelo marido em 2015, para matar Thiago, mas o fato ainda deve ser investigado por conta de contradições nos depoimentos. Alisson afirma que o revólver usado por ele foi entregue para a polícia na época, pelo comparsa de 16 anos que chegou a se entregar.

Em depoimento, Alisson chegou a afirmar não saber que a mulher havia saído de casa no dia 16 de janeiro para matar Jennifer. Ele contou que o relacionamento com Gabriela é instável e eles terminaram e voltaram várias vezes e, em um desses rompimentos, ele teve um caso com Jennifer, há 3 anos.

Arma do crime

Conforme Alisson, a arma usada pela esposa para matar a manicure teria sido comprada por ela, após receber dinheiro por conta de uma indenização. Como o casal não deu informações precisas sobre as armas usadas nos homicídios, o delegado Evangelista pode solicitar uma acareação, confronto de depoimento entre os acusados.

Homicídio qualificado

Para a polícia, Alisson contou que no dia 22 de março, matou Thiago na Rua Tesourinha, no Morada Verde. Ele conta que chegou em casa e viu a esposa Gabriela acompanhada da travesti e as duas estavam fumando maconha. Segundo o rapaz, ele repreendeu o fato e Thiago teria 'ficado doido', passando a quebrar móveis da casa e dando uma cadeirada em Alisson.

Conforme a polícia, durante a briga Gabriela chegou a acionar a PM e a travesti foi embora, momento em que Alisson foi até o lava jato do tio, pego uma motocicleta e a arma de fogo – que alega ter comprado para se defender – e atirou três vezes contra Thiago. O adolescente de 16 anos teria acompanhado Alisson porque a motocicleta que ele usava só funcionava 'no tranco', portanto o jovem teria empurrado o veículo e seguiu com o rapaz até o local do crime.

Alisson estava foragido, mas vivia normalmente em casa, após o caso ter 'esfriado'. Ele voltou a se esconder após a esposa cometer homicídio, para não ser encontrado, mas acabou detido em casa. Durante investigações, há suspeita de que ele tenha ido ao Rio de Janeiro e também Pedro Juan Caballero, mas o rapaz afirma que não saiu da Capital.

O autor do homicídio de Thiago deve responder por porte ilegal de arma de fogo, corrupção de menores e homicídio qualificado e deve ser encaminhado ao Presídio de Trânsito. A advogada Rosana D'Elia Bellinati afirma que o cliente é responsável pelo homicídio, mas adotará defesa de que ele agiu em legítima defesa, porque se sentia ameaçado.

Jornal Midiamax