Polícia

Acusado de matar segurança em boate é condenado por crime anterior

Cumprirá em regime aberto

Renata Portela Publicado em 15/09/2016, às 11h56

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Cumprirá em regime aberto

Christiano Luna de Almeida, de 28 anos, foi condenado no dia 6 de setembro por um crime que cometeu em 2009. No dia 28 de março daquele ano, ele lesionou gravemente um homem no Parque de Exposições de Campo Grande e só agora, sete anos depois, responderá pelo crime.

O rapaz foi condenado a dois anos e seis meses de reclusão, mas cumprirá pena em regime semiaberto, já que respondeu ao processo em liberdade, comparecendo em todas as audiências. Consta no relatório da sentença que por volta das 4 horas do dia 23, Christiano e um adolescente, além de outras pessoas não identificadas, agrediram a vítima com socos e pontapés.

As agressões resultaram em lesão corporal de natureza grave, deixando o rapaz incapaz para ocupações habituais por mais de 30 dias. A vítima afirma que as agressões ocorreram sem motivos aparentes e além disso, Christiano praticava jiu jistu, o que facilitou as agressões, agravando as consequências. Durante o julgamento, o lutador chegou a assumir que agrediu a vítima, mas disse que tinha apenas revidado uma agressão sofrida.

No entanto, não há provas que afirmem a versão do acusado, mas também nada comprovou que a vítima tivesse sido 'pega de surpresa'. Christiano foi condenado pelo crime de lesão corporal de natureza grave, mas continua em liberdade. Ele também aguarda condenação pela morte do segurança Jefferson Bruno Escobar em 2011, na frente de uma casa noturna.

Homicídio

Cristhiano Luna de Almeida, que na época era acadêmico de direito, é acusado de ter matado o segurança “Brunão” em março de 2011 após se envolver em uma confusão dentro da casa noturna “Valley Pub”, em Campo Grande.

A morte de Bruno foi registrada pelo circuito de câmeras da boate. As imagens exibem Christiano sendo retirado do estabelecimento por ter passado a mão nas nádegas de um garçom por duas vezes.

O segurança, conhecido como Brunão, foi quem alertou o rapaz primeiro. Lá fora, Cristhiano foi dominado pelos seguranças, mas quis ficar no local. Entre um golpe e outro, o rapaz acertou o peito da vítima com um dos pés. Brunão morreu no local, antes do atendimento.

Jornal Midiamax