Polícia

‘Policial não sai para matar, mas também não vai morrer’, diz comandante

Coronel falou sobre ocorrências com mortes

Arlindo Florentino Publicado em 17/04/2015, às 12h10

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Coronel falou sobre ocorrências com mortes

O coronel Marcos Paulo, comandante do BPChoque (Batalhão de Polícia de Choque), se posicionou a respeito da ocorrência da noite desta quarta-feira (15) quando Gabriel Carlos Albuquerque Santana (20) foi morto em confronto com policiais.

De acordo com o comandante, os fatos foram ocasionados por uma reação dos policiais a uma ação da vítima, que posteriormente se verificou ter uma extensa ficha policial.

“O policial do BPChoque não sai do quartel com a predisposição de matar, mas também não sai para morrer. Em ocorrências como esta de quarta-feira, é uma reação à ação dos criminosos. Nossos policiais não saem disparando a esmo e sim para sua própria defesa”, afirmou.

Para demonstrar que sua corporação não trabalha apenas no confronto com marginais, o coronel apresentou ainda a estatística de 2014, quando 123 armas foram apreendidas; 2.857 kg de maconha e 32 kg de cocaína foram apreendidos; 135 veículos roubados foram recuperados; 50 entradas em presídios e 709 pessoas presas ou apreendidas.

Viaturas

Um dos maiores problemas enfrentados pelo Batalhão de Choque nos últimos dias é a falta de viaturas, pois a maioria sempre se encontra baixada (em manutenção, no jargão policial). Segundo o coronel Marcos Paulo, isto se deve ao desgaste operacional. “Às vezes uma viatura está na região da Vila Popular e é acionada para se deslocar até o Jardim Noroeste, que é do outro lado da cidade. Atualmente o nosso efetivo é suficiente, mas não é o ideal e um aumento no número de homens seria bem-vindo”, afirmou.

Quanto à medida anunciada pelo governo do Estado, de locação de veículos para compor a frota da corporação, o comandante diz acreditar que seria ideal. “Sabemos que a parte burocrática pode retardar um pouco esta medida, que considero excelente, mas a locação de carros seria ideal. Caso uma viatura dê problema, podemos substituí-la automaticamente, desta forma ficaremos sempre com carros à disposição dos nossos policiais”, afirmou.

“Nosso trabalho é fruto de um forte treinamento, que é regido pela legalidade, necessidade e proporcionalidade e acredito que estamos no caminho certo”, concluiu o coronel Marcos Paulo.

Jornal Midiamax