Polícia

Irmão de vereador compra móveis sem nota fiscal e tem que dar explicações na polícia

Após a confusão, ele levou os móveis até a delegacia e depois, à casa da vítima de furto

Wendy Tonhati Publicado em 24/02/2015, às 19h23

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Após a confusão, ele levou os móveis até a delegacia e depois, à casa da vítima de furto

Um comerciante que compra e vende móveis usados teve que dar explicações à Polícia Civil após comprar móveis furtados para a loja. O empresário H.C.V., de 38 anos, é irmão do vereador Coringa.

De acordo com o delegado Camilo Kettenhuber, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, o homem suspeito de vender os móveis furtados se separou da companheira e decidiu ir para uma fazenda. Antes disso, ele pegou um jogo de sofá e uma geladeira e vendeu para a loja de móveis usados do irmão do vereador.

O caso foi considerado furto porque o homem arrombou a casa da ex-mulher e ainda deixou um bilhete falando onde estavam os móveis dela. Com as notas fiscais em mãos e o endereço do estabelecimento, a mulher procurou a polícia que foi até a loja de móveis usados.

O proprietário disse que não tinha conhecimento que os móveis eram furtados, mas como não possuía o documento para comprovar a origem licita, acabou sendo autuado por receptação culposa. Após a confusão, ele levou os móveis até a delegacia e, depois, à casa da vítima.

Ainda conforme o delegado, o valor pago pelos móveis foi abaixo do que os objetos valeriam. Afirmou ainda acreditar que o comerciante agiu de boa fé, mas que foi imprudente.

Ainda conforme a autoridade policial, os casos de receptação como este não são raros. Além de móveis costumam acontecer com celulares que são roubados e posteriormente vendidos para outras pessoas, principalmente peças para reparos.

O suspeito de furto ainda não foi preso, já possui passagem pela polícia e esta evadido do sistema prisional.

Jornal Midiamax