Polícia

‘Encaixotada’, verba de R$ 580 mil deixa Guarda sem centro biopsicossocial

Guardas com alteração seriam reabilitados 

Evelin Cáceres Publicado em 09/10/2015, às 12h06

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Guardas com alteração seriam reabilitados 

Após o assassinato de Felipe Cardoso da Silva, de 23 anos, morto com o disparo da arma de E.P.S., que emprestou a pistola para o guarda municipal Fábio, o secretário municipal de segurança Luidson Borges Tenório Noleto afirmou que R$ 580 mil da União foram “encaixotados” na última gestão, impedindo a construção de um centro biopsicossocial para os guardas.

A informação foi repassada nesta sexta-feira (9), durante solenidade de posse do novo comandante da Guarda Municipal, o major da Polícia Militar, Marcos César Escanaichi. De acordo com Noleto, o centro abrigaria guardas que apresentassem os primeiros sinais de alteração de comportamento.

“Isso evitaria que eles cometessem falhas em serviço”, afirmou. Para evitar que novos crimes aconteçam, a Guarda vai instalar o centro biopsicossocial, fazer treinamento de tiro, com 80 horas para cada profissional em um total de 320 disparos cada, que deve ser concluído até janeiro de 2016.

Outra medida é a análise documental e avaliação dos guardas, além de um curso de nivelamento de conhecimento. “É um procedimento padrão adotado pela Guarda em todo o país, mas que infelizmente não era feito aqui ainda”, ressaltou.

Há também dúvidas quanto a qualificação dos guardas e até mesmo sobre o curso de admissão. “Dois guardas flagrados em operação da Polícia Federal com porte ilegal de arma de fogo estão nomeados na corporação. Vamos verificar todos eles”, prometeu o secretário.

O novo comandante da Guarda afirmou que a gestão não tem compromisso com o que está errado. “Todos serão reavaliados”. Sobre a aprovação nos exames psicológicos do guarda que convidou outros para irem ao bar no dia 1º de outubro, ocasionando a morte de Felipe, o major disse que somente o psicólogo que o aprovou pode falar sobre o assunto.

Jornal Midiamax