Polícia

Em mais um caso, jovem de 23 anos é amarrada e estuprada na frente de bebê

Até setembro deste ano, 72 casos de estupro foram registrado na Capital

Midiamax Publicado em 07/10/2015, às 21h56

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Até setembro deste ano, 72 casos de estupro foram registrado na Capital

Uma mulher de 23 anos foi estuprada na frente da filha na tarde desta terça-feira (6) no Jardim Monte Alegre, região sudoeste de Campo Grande. Segundo testemunhas, o crime aconteceu por volta das 13 horas, logo depois que o marido da vítima a deixou sozinha me casa. De janeiro a setembro deste ano, 72 casos de estupro foram registrado na Capital.

Segundo informações de testemunhas, minutos antes do crime, a mulher, o marido e um amigo do casal estavam conversando em frente à residência onde ocorreu o crime quando perceberam uma motocicleta passando pelo local. Pouco tempo depois os dois homens saíram e neste momento o motociclista invadiu a casa, que não possui portão.

Ele abordou a vítima perguntando se havia dinheiro na casa e em seguida rendeu a mulher a amarrou com uma corda e cometeu o abuso na frente da filha do casal, um bebê de menos de um ano de idade. Ainda conforme testemunhas depois do crime o homem fugiu sem levar nada.

O marido da vítima soube do crime assim que chegou em casa e o caso foi registrado na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). De acordo com a delegada Rosely Molina equipes da unidade já estão investigando o ocorrido e afirmou que informações serão repassadas a imprensa durante uma coletiva de imprensa na próxima semana.

“O momento mais difícil da vida de uma mulher”

Até o dia 30 de setembro deste ano, 72 mulheres procuraram a Deam para registrarem crimes de estupro em Campo Grande. Nos últimos quatro anos, os casos registrados se mantém regulares, sendo o mais baixo em 2014, com 75 registros e o mais alto em 2011, com 90 casos.  Outros 80 casos foram registrados em 2012 e em 2013, 89 vítimas procuraram a polícia.

Dos crimes, metade são cometidos por conhecidos: Maridos, irmãos, vizinhos, parentes e amigos somam as estatísticas e marcam as vítimas como sua propriedade. Na outra, segundo a delegada, os autores não têm cara, cor, ou posição social. Sem um perfil, o que a polícia pede é que a mulher tenha ainda mais força depois do abuso.

“Quando a mulher se vê nisso ela tem uma sensação de impotência tamanha, fica tão frágil, fica tão mexida, que a primeira coisa que ela pensa é em se livrar daqueles vestígios, ela quer tomar banho, quer queimar as roupas, quer jogar fora tudo, mas isso ai não pode acontecer. A força que essa mulher teve para suportar aquele momento tão difícil, ela tem que ser usada novamente para que ela venha na polícia e a gente consiga coletar todos esses vestígios, todos esses indícios, para chegar em uma responsabilização, para a gente conseguir apurar o crime”.

Na delegacia, muito além dos exames necessários, a vítima recebe acompanhamento psicológico especializado para esse tipo de crime. “Aqui na Deam temos um banco de características, de modos de agir, fotos de possíveis suspeitos, em um primeiro momento identificamos isso”, explica Molina, “a vítima ainda vai passar pela coleta de materiais e vai tomar o kit anti-DST”.

Ainda conforme a delegada, por mais difícil que possa ser, para as investigações quanto o maior número de provas e detalhes melhor. “A culpa do estupro é do estuprador, ele que é o culpado, não é a vítima. Eu quero ter a liberdade de ir e vir e ter meus direitos respeitados, o corpo da mulher é inviolável e ela só vai dispor de assim quiser”, conclui.

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