Polícia

Dono de pit bull diz que criança atacada passa bem; menina segue internada

Tio da vítima deve ir ao CCZ e verificar o que precisa fazer para reaver cão

Wendy Tonhati Publicado em 04/01/2015, às 13h02

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Tio da vítima deve ir ao CCZ e verificar o que precisa fazer para reaver cão

A menina de 3 anos atacada por um cachorro da raça pit bull na tarde do sábado (3), na Vila Piratininga, em Campo Grande, passa bem e deve ter alta médica da Santa Casa na próxima terça-feira (6), segundo o tio dela, o policial rodoviário federal Márcio Pereira Leite, de 48 anos, que é dono do animal e da casa onde ocorreu o ataque.

Segundo a Santa Casa, a menina está na enfermaria do setor de cirurgia plástica. O tio diz que não será necessário submetê-la a uma cirurgia, pois os médicos informaram que, por se tratar de uma criança, os cortes irão cicatrizar bem e ela não terá sequelas.

Leite disse ao Jornal Midiamax neste domingo (4) que, na próxima semana, vai comparecer ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) e verificar os procedimentos necessários para reaver o animal, que está na família há oito anos. A cachorra é uma mistura de pit bull com vira-lata.

O policial disse que estava em viagem a Anastácio e deixou outra sobrinha cuidando da residência. Ele não sabe por que a mulher [mãe da menina] foi cuidar da casa no sábado e levou a criança.

Ainda segundo o dono da cachorra, o animal é criado com os filhos dele, duas crianças de 8 e 12 anos, não é agressivo e nunca tinha atacado ninguém. Ele contou que, quando chegam visitas na casa, a pit bull é colocado em um canil e, inclusive, a menina que foi atacada costuma frequentar a residência, mas não tem muito contato com a cadela.

Ataque

Assim que a mãe da criança abriu o portão, o pit bull atacou a menina. Nesse momento, vizinhos ouviram os gritos foram ajudar. Um dos moradores pegou uma cadeira e uma faca e tentou espantar o animal. Segundo ele, assim que atingiu o cachorro com a cadeira, todos correram para dentro da casa e acionaram o Corpo de Bombeiros.

Os militares tiveram dificuldade para chegar à criança. O CCZ foi chamado para prender o cachorro.

Vídeo

Vizinhos registraram em vídeo o momento que funcionários do CCZ recolheram o cão e o levaram para a sede do órgão. As imagens mostram o animal agressivo, amedrotando moradores próximos, enquanto o pessoal do centro de controle trabalhava para tirá-lo de ação.

Jornal Midiamax