Polícia

Distribuidoras e farmácias afirmam colaborar com a polícia na Operação Pharmacos

Medicamentos e notas foram entregues para investigação

Midiamax Publicado em 19/06/2015, às 21h34

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Medicamentos e notas foram entregues para investigação

Na tarde desta sexta-feira (19), o advogado da Rede São Bento, Rhiad Abdulahad, assim como o gerente administrativo da Distribuidora Medicar Dim, Carlos Cavalcante, afirmaram para a equipe do Jornal Midiamax que, estão colaborando com as investigações da Operação Pharmacos, que é realizada pela Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), com o apoio da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) da Vigilância Sanitária Municipal.

“Não compramos nenhum medicamentos sem nota e também não vendemos nenhum medicamento sem nota”, afirma Carlos, gerente da distribuidora que está instalada na capital sul-mato-grossense há cinco meses.

“Estamos gerando emprego e queremos crescer juntamente com o Estado, não tem o porquê de entramos no mercado fazendo algo ilegal. Nossa empresa é sólida e tem em outros quatros estados brasileiros”, frisa.

O gerente contou que o armazenamento dos medicamentos é feito de forma regulamentada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “O que acontece é que um lote de 112 mil medicamentos foi enviado para comercialização e outros 50 mil foram destinados para o SUS (Sistema Único de Saúde) de Minas Gerais. O remédio que deveria chegar aos postos de saúde de lá desapareceu, porém nas caixas há um recado dizendo que ‘é proibida a comercialização’”, explica.

Este lote tem o alerta como de ‘amostra grátis’ e por conta disso não pode ser vendido. “Se algum consumidor ver algum tipo de remédio deste sendo vendido, pode denunciar, pois é crime. E nós somos o primeiros a querer que isso seja esclarecidos”, diz.

De lá foram levados medicamentos para a delegacia para averiguação, assim como em outra distribuidora onde também houve o recolhimento, onde segue a nota de esclarecimento na íntegra:

Nota de esclarecimento

Tendo em vista a circulação de noticias tendenciosas à respeito da rede de Drogaria São Bento, a empresa vem através desta nota informar que a operação “Pharmacos”, realizada no dia 18 de junho de 2015 pela Decon (Delegacia do Consumidor), teve o objetivo de investigar a distribuição de medicamentos de origem duvidosa. O produto foi comercializado pela Distribuidora Medicar Dim, que ao realizar a venda para o mercado varejista apresentou todas as documentações necessárias. No entanto, a Decon, está apurando a devida origem juntamente com a colaboração das empresas atuantes no ramo varejista farmacêutico, a fim de verificar possível fraude.

A Drogaria São Bento reafirma que prioriza a ética, a procedência e a qualidade de todos os seus medicamentos comercializados de acordo com todos os padrões estabelecidos pela Anvisa, como tem feito a 66 anos.

À direção.

Operação Pharmacos

Há duas semanas, a Polícia Civil investiga a procedência duvidosa de alguns medicamentos. Na manhã desta quinta-feira (18), foi realizada a Operação Pharmacos que esteve em três locais, sendo uma farmácia do Centro de Campo Grande e em duas distribuidoras. Foram apreendidas 900 unidades de medicamentos que serão analisados.

Inicialmente foi divulgado que a operação visava apreender medicamentos do SUS (Sistema Único de Saúde), que estavam sendo comercializados ilegalmente em Mato Grosso do Sul, depois de serem roubados em Minas Gerais. A informação não foi confirmada pela Polícia Civil.

A ação é realizada pela Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) e contou com o apoio da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e da Vigilância Sanitária Municipal.

Jornal Midiamax