Polícia

Conflitos agrários no sul de MS demandam a atuação de mais agentes da Força Nacional

Policiais foram enviados para as áreas de conflito nesta sexta-feira

Renata Portela Publicado em 03/07/2015, às 13h08

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Policiais foram enviados para as áreas de conflito nesta sexta-feira

De acordo com portaria publicada nesta sexta-feira (3), no Diário Oficial da União, policiais da FNSP (Força Nacional de Segurança Pública) no Estado de Mato Grosso do Sul foram enviados para a região de Antônio João, município a 402 quilômetros da Capital. Os agentes atuarão em áreas de conflito na zona rural.

A solicitação do emprego da FNSP foi solicitada em caráter de urgência, para assegurar a ordem pública na região do sul de MS. A princípio, a Força Nacional atuará em toda a extensão de Antônio João até Japorã, a 477 quilômetros de Campo Grande, por 30 dias, podendo este período ser prorrogado.

A intenção é de prevenir e reprimir conflitos agrários, além da prevenção contra crimes nas comunidades indígenas. A quantidade de policiais atuando não foi informada, para não atrapalhar a ação da FNSP, porém, a informação é de que ao menos 30 policiais já estavam trabalhando na região de Coronel Sapucaia, distante 380 quilômetros da Capital, desde o dia 26 de junho.

Conflitos

Desde o dia 22 de junho, após indígenas ocuparem uma fazenda nas mediações de Coronel Sapucaia, o clima na região é tenso. Policiais Militares e da Força Nacional tentam conter o conflito entre indígenas e fazendeiros.

Segundo o comandante e major Dominoni, a Força Nacional faz uma patrulha rural e também rondas ostensivas pela região. Ainda de acordo com o major, apesar da tensão no local, a situação está tranquilizada pela presença da polícia.

O coordenador do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), Flávio Vicente Machado, havia declarado que três indígenas e um bebê estavam desaparecidos, fato que foi desmentido posteriormente.

Jornal Midiamax