Polícia

Apesar de bloqueadores, pente-fino flagra 79 celulares na Máxima

Agepen não vai divulgar o balanço oficial do que foi apreendido em vistoria no presídio

Wendy Tonhati Publicado em 23/02/2015, às 18h56

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Agepen não vai divulgar o balanço oficial do que foi apreendido em vistoria no presídio

Após um pente-fino no EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima) na manhã desta segunda-feira (23), informações extraoficiais dão conta de que foram encontrados 79 aparelhos celulares, chips, cartões de memória e até cabos USB. Porém, segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), os bloqueadores de celulares instalados na unidade estão em pleno funcionamento.

Conforme a Agepen, em algumas partes do presídio há ‘pontos de sombra’, que são locais pontuais onde o bloqueador não funciona, geralmente por conta de intercorrências climáticas, como raios. Também foi informado que e o sistema passa por varredura periódica para identificar estes pontos, que são corrigidos pela empresa responsável pelo serviço. A Agepen também afirmou que não vai divulgar o balanço dos materiais que foram apreendidos durante a vistoria por questões de segurança.

A revista da manhã desta segunda foi realizada pelos agentes penitenciários com o apoio do BPChoque (Batalhão de Polícia Militar de Choque). Conforme informações apuradas pelo Jornal Midiamax, a ação teria acontecido após um reeducando, que seria ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que age dentro e fora de presídios do país, ser chamado para prestar depoimento. O fato teria gerado uma revolta dentro do presídio e os agentes penitenciários que estão de plantão teriam sido ameaçados. O caso chegou a ser considerado um tumulto ou princípio de motim.

Com relação a esta informação, a Agepen afirmou que não houve princípio de rebelião e que a operação pente-fino foi de rotina e com o objetivo de prevenir alterações.

Revista

Apenas um pavilhão do Estabelecimento Penal passou por vistoria. Foram encontrados 79 aparelhos de celulares, sendo 56 deles, escondidos no pátio do presídio e em outra área externa da cela. Além de 60 chips, quatro cabos USB, dois cartões de memória, quatro fones de ouvido, uma balança de precisão, 121 gramas de cocaína, 294 gramas de pasta base, 1,306 quilos de maconha e 640 gramas de entorpecente de origem desconhecida.

Jornal Midiamax