Polícia

Trio que aplicava o golpe da “Nota Negra” é preso em Campo Grande

Foram presos na última sexta-feira, (14) em Campo Grande os camaroneses Jean Jacques Pierrin, de 41 anos, Aphatain Duplair Kako, de 32 anos, e Valery Giscal Ngangum, de 32 anos, por associação criminosa e tentativa de estelionato. Eles praticavam o golpe da “Nota Negra” e foram surpreendidos em um posto de combustíveis tentando passar o […]

Arquivo Publicado em 18/02/2014, às 15h33

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Foram presos na última sexta-feira, (14) em Campo Grande os camaroneses Jean Jacques Pierrin, de 41 anos, Aphatain Duplair Kako, de 32 anos, e Valery Giscal Ngangum, de 32 anos, por associação criminosa e tentativa de estelionato. Eles praticavam o golpe da “Nota Negra” e foram surpreendidos em um posto de combustíveis tentando passar o dinheiro falso.

O trio estava hospedado em um hotel na Avenida Mato Grosso e foi surpreendido por policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Defraudações e Falsificações (Dedfaz) em um posto de combustíveis próximo, tentando utilizar cédulas de dinheiro falsas, passando-as para o comércio da região, e ainda estariam na posse de uma “máquina de fazer dinheiro”.

Segundo  a delegada Ariene Nazareth Murad de Souza Cury, a intenção do grupo era aplicar o golpe conhecido como “Golpe da Nota Negra”, que consiste em induzir as vítimas ao erro, fazendo inserir dentro de um envelope pardo uma nota de R$ 50, de R$ 100,  ou até mesmo de US$ 100, verdadeiras, com dois papéis brancos, de tamanhos semelhantes ao da nota verdadeira.

Os papéis utilizados, mesmo sob luz negra, apresentam sinais característicos do papel moeda correspondentes, pois os falsários aplicavam um produto (aparentemente iodo) sobre a cédula original e os papéis, tornando-os negros, e depois passam os papéis com ferro quente e os introduziam no envelope pardo.

Os acusados continuam a trama aplicando novamente o produto no interior do envelope, passando-o com ferro, e retiram as notas de seu interior. Ocorre que, no interior desse mesmo envelope há um fundo falso contendo duas notas verdadeiras de semelhante valor, além daquela primeira, a “matriz”.

Após o falsário lavar as notas, ele aplica sobre elas um produto químico, geralmente uma mistura de parafina e ácido ascórbico, simulando uma suposta “lavagem da nota”, fazendo surgir, daquela primeira matriz, duas novas notas, com numeral de série diversos.

Os estelionatários alegam que para cada procedimento de fabricação das cédulas, necessitam de uma nova nota, a qual só pode ser utilizada uma única vez, em razão do “desgaste”. Aí, então, se materializa o golpe, no momento em que os autores solicitam à vítima uma determinada quantia em dinheiro, que, no presente caso, chegou a R$ 100 mil para a fabricação das novas cédulas.

Jornal Midiamax