Polícia

Justiça nega pedido para mudança de local de júri de militar acusado de matar mulher estrangulada em MS

A Justiça negou o pedido para mudança de local de julgamento de Willian Afonso dos Santos, de 30 anos. Ele é acusado de em novembro de 2012, ter matado e ocultado o corpo de Greice Soares Roque, 26 anos, em uma mala, em Corumbá a 444 quilômetros de Campo Grande. De acordo com nota publicada […]

Arquivo Publicado em 25/03/2014, às 21h34

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A Justiça negou o pedido para mudança de local de julgamento de Willian Afonso dos Santos, de 30 anos. Ele é acusado de em novembro de 2012, ter matado e ocultado o corpo de Greice Soares Roque, 26 anos, em uma mala, em Corumbá a 444 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com nota publicada no site do Tribunal de Justiça (TJ MS), o pedido de desaforamento (mudança de foro ou comarca de um julgamento) foi indeferido por unanimidade, pelos desembargadores da Seção Criminal. A defesa pediu que o processo fosse julgado em Miranda, afirmando que a comarca tem condições adequadas para julgamento pelo Tribunal do Júri e para a garantia da imparcialidade de julgamento.

Em seu voto, o desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques, relator do processo, disse que a alteração do foro do julgamento é medida excepcional que se justifica somente quando houver risco concreto para o julgamento, seja pela parcialidade do júri, seja quanto à segurança do acusado.

Willian apresentou no processo matérias jornalísticas para subsidiar o pedido de desaforamento de julgamento, porém, de acordo com o processo, os documentos são simples divulgação na imprensa de notícias relacionadas aos crimes atribuídos a ele.

 “Assim, diante desses elementos, não há como falar de risco quanto à parcialidade do júri, tampouco quanto à segurança do requerente, pelo que deve ser afastado pedido de desaforamento, medida excepcional, quando demonstrado concretamente essa necessidade. Diante do exposto, com o parecer, indefiro o presente pedido de desaforamento. É como voto”, concluiu.

O fuzileiro teria confessado a ação durante interrogatório policial, após ter sido preso em flagrante no dia 16 de novembro de 2012. As investigações mostraram que o corpo de Gleice  permaneceu na casa do fuzileiro naval, da noite do dia 14 até o dia 16.

Conforme divulgação na imprensa, a delegada Priscila Vieira, responsável pelas investigações, teria explicado que o acusado deixou o corpo em casa, foi trabalhar, voltou, limpou a casa, pediu a mala emprestada para colocar o corpo na sexta-feira, por volta do meio-dia. O corpo teria permanecido na cozinha.

Jornal Midiamax