Polícia

Adolescentes apreendidos não participaram da morte de policial e já foram liberados

Os três adolescentes apreendidos na tarde de terça-feira (3) foram liberados por não ter participação no latrocínio, roubo seguido de morte, ocorrido na BR-262, no Bairro Indubrasil, região oeste de Campo Grande, que culminou na morte do soldado da PM (Polícia Militar), Rony Mayckon Varoni de Moura, de 28 anos, e em ferimentos de um […]

Arquivo Publicado em 04/06/2014, às 14h28

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Os três adolescentes apreendidos na tarde de terça-feira (3) foram liberados por não ter participação no latrocínio, roubo seguido de morte, ocorrido na BR-262, no Bairro Indubrasil, região oeste de Campo Grande, que culminou na morte do soldado da PM (Polícia Militar), Rony Mayckon Varoni de Moura, de 28 anos, e em ferimentos de um cabo militar de 40 anos, que teve o nome preservado.


Durante a operação de captura dos envolvidos no roubo, foi informado por uma testemunha que o carro que estavam os dois militares foi perseguido por duas motocicletas com quatro ocupantes e que houve troca de tiros. No pente-fino realizado na região, foram encontrados os jovens que estavam em meio ao mato com uma motocicleta roubada.


“Eles falaram que estavam tomando banho de córrego e realmente isso foi comprovado. Por isso, eles foram encaminhados para a Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento a Infância e Juventude), pois estavam com um veículo roubado”, explica o delegado Fabiano Góes Nagata da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) responsável pela investigação.


INVESTIGAÇÃO


O delegado ressaltou que a investigação será minuciosa. “Ontem foi uma correria, pois a intenção era prender em flagrante os envolvidos, agora o método é outro. Estamos fazendo uma investigação cautelosa e lenta para que se comprove a autoridade do crime”, fala.


Sobre o malote, o delegado disse apenas que nada foi encontrado no local. Foi apurado pela equipe de reportagem do Midiamax, que o valor levado pelos criminosos é de aproximadamente R$ 20 mil da empresa Funada Refrigerantes e que seria depositado em um banco.


CASO


O policial militar Rony Mayckon foi morto a tiros por homens, que estavam em duas motocicletas, que se aproximaram do carro dele, um Saveiro, quando trafegava pela rodovia BR-262, no Bairro Indubrasil, região sudoeste de Campo Grande, próximo da fábrica de bebidas, onde havia acabado de pegar o malote. O carona, o cabo também da PM, foi ferido por projeteis, socorrido e segue internado.


Na ocasião, mais de 15 viaturas foram acionadas e as duas pistas da rodovia ficaram interditadas. Aproximadamente 20 viaturas e 70 policiais estiveram no local, dentre PM, Polícia Civil e PRF (Polícia Rodoviária Federal).


Um helicóptero chegou a sobrevoar a favela Cidade de Deus, onde havia rastro de sangue, que saía do local do crime até a região. Os policiais acreditavam que um dos suspeitos teria sido ferido na troca de tiros.

Jornal Midiamax