Polícia

Operário morto em desabamento era procurado pela polícia

O operário Edenilson de Jesus Santos, 24, que morreu soterrado após o desabamento de um prédio na segunda-feira (2) em Guarulhos (Grande SP) era procurado pela Justiça por suspeita de assassinato em Porto Seguro, na Bahia. Quando ainda estava desaparecido em meio aos escombros, a polícia paulista encontrou um mandado de prisão preventiva expedido contra […]

Arquivo Publicado em 06/12/2013, às 15h06

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O operário Edenilson de Jesus Santos, 24, que morreu soterrado após o desabamento de um prédio na segunda-feira (2) em Guarulhos (Grande SP) era procurado pela Justiça por suspeita de assassinato em Porto Seguro, na Bahia.

Quando ainda estava desaparecido em meio aos escombros, a polícia paulista encontrou um mandado de prisão preventiva expedido contra ele pela morte de Jean Carlos Domingos de Oliveira, em abril de 2010.

A Polícia Civil de Guarulhos enviou uma reprodução do RG dele para uma delegada da região, onde policiais civis reconheceram Santos.

Por precaução, porém, a polícia de Guarulhos pedirá exame das impressões digitais para confirmar a identificação.

O corpo de Santos foi localizado após mais de 65 horas de buscas nos escombros. A vítima foi achada no fim da manhã com a ajuda de cães farejadores. Como o local era de difícil acesso, a retirada só foi concluída no início da tarde.

Segundo os bombeiros, o alojamento onde morava o operário ficava no subsolo e era distante da parte central do prédio que ruiu. Apesar disso, não havia saída pelo subsolo, o que poderia ter feito o operário seguir para a parte central do imóvel quando percebeu o desabamento.

O acidente ocorreu por volta das 19h20 de segunda, na avenida Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco. Ao todo, 15 operários trabalhavam no local, mas só dois dormiam no alojamento.

Um deles, Raimundo da Luz Cardoso, 26, escapou do desabamento porque saiu para comprar um lanche.

Segundo o coordenador da Defesa Civil da cidade, Paulo Victor Novaes, cinco casas e um prédio no entorno continuam interditados.

Operários relataram à polícia ter percebido sinais de problemas como vigas envergadas e rachaduras na construção de cinco andares. Segundo eles, os responsáveis foram alertados.

Jornal Midiamax