Polícia

Presos em flagrante dois homens que estavam em motel com meninas de 11 e 14 anos

As garotas, que seriam amigas há cerca de dois meses, tinham sumido desde a manhã de ontem, após saírem da escola.

Arquivo Publicado em 08/12/2012, às 15h35

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As garotas, que seriam amigas há cerca de dois meses, tinham sumido desde a manhã de ontem, após saírem da escola.

Dois homens, suspeitos de praticarem o crime de pedofilia, foram presos em flagrante neste sábado (8), em Campo Grande. Durante a madrugada, eles tiveram relação sexual com duas meninas, uma de 11 e outra de 14 anos, o motel também pode ser responsabilizado pelo crime. A mais nova, inclusive, teria dito a polícia que perdeu a virgindade na ocasião.

As garotas, que seriam amigas há cerca de dois meses, tinham sumido desde a manhã de ontem, após saírem da escola. Foi o tio da adolescente que a flagrou entrando na casa de um dos autores, no bairro Manoel Taveira, e ligou para a polícia.

Porém, os militares fizeram rondas e não encontraram ninguém no local. A avó da menina de 14 anos, M. dos A. C., conta que não sabia de nada, mas ouviu a neta falar com a amiga de uma festa de 15 anos que aconteceria próximo a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco).

Ela então avisou o pai da garota de 11 anos, que desesperado há horas procurava por ela. “Não deixo a minha menina sair à noite e não tinha como imaginar que ela não voltaria da escola. Fui trabalhar como todos os dias, já que a mãe dela nos abandonou e eu crio sozinho os três filhos”, fala triste o pai.

Assim que soube do desaparecimento, R.J. dos S., 44 anos, disse que foi buscar informações da menina. “Sabia que a amiga não era boa companhia para ela e inclusive tinha pedido para me avisarem se elas estivessem juntas. Por sorte, uma funcionária do motel me conhecia e entrou em contato comigo por volta das 6h30. Assim que chamei a viatura, soube que ela estava com o rapaz”, disse o pai.

O pai garantiu que a menina tem um comportamento excelente e que todos os filhos são ‘bem criados’. “Os irmãos mais velhos dela trabalham e não tem vício algum. Ela é uma menina boa, mas há algum tempo tinha parado de ir à igreja e isso estava me preocupando. Agora penso em deixá-la um período com o meu irmão e procurar uma escola em período integral”, argumenta o pai.

Neste momento, autores e vítimas são ouvidas pelo delegado Rodrigo Vasconcelos, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). Após a oitiva, a Polícia Civil falará a responsabilidade de cada um. Sobre o motel, eles disseram que a pena pode ser administrativa, como a cassação da licença, mas também penal, como a co-autoria no crime de corrupção de menores.

Jornal Midiamax