Polícia

Polícia investiga morte de militar do exército como acidental

A Policia Civil de Terenos descartou inicialmente as hipóteses de suicídio ou homicídio e trata a morte do soldado do Exército Emerson Leandro da Silva, de 19 anos, como acidental. Porém, com o achado do corpo, ontem começaram as investigações, em que todos que estavam no local deverão ser ouvidos. De acordo com o delegado Fábio […]

Arquivo Publicado em 25/01/2012, às 13h10

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A Policia Civil de Terenos descartou inicialmente as hipóteses de suicídio ou homicídio e trata a morte do soldado do Exército Emerson Leandro da Silva, de 19 anos, como acidental. Porém, com o achado do corpo, ontem começaram as investigações, em que todos que estavam no local deverão ser ouvidos.

De acordo com o delegado Fábio Anderson, toda morte violenta requer investigação, mas este caso é típico de afogamento. No corpo do rapaz, aparentemente, não havia nenhuma lesão. O delegado pretende encerrar o inquérito com menos de 30 dias.

O rapaz se afogou no rio Aquidauana no domingo (22), por volta das 12h30, para salvar a vida da namorada que também não sabia nadar. O corpo dele foi encontrado dois dias depois há pelo menos 10 quilômetros do local.

Segundo Karielle Márcia Machado da Silva, 18 anos, ela estava em cima de algumas pedras na lateral do rio quando deu um passo para trás e caiu. O militar, no impulso, pulou e conseguiu subi-la para que os amigos a retirassem, mas ele acabou levado pela correnteza.

Procedência do local

Foi publicado pelo Midiamax que o grupo de amigos passava o domingo no Pesqueiro Cachoeira, local de propriedade privada que cobra por entradas. A informação foi divulgada de acordo com relatos da namorada do rapaz. Ela disse que fariam um churrasco. Porém o idoso Dorvalino Santos, de 73 anos, dono do local, se manifestação a respeito do fato.

Segundo ele, o grupo não entrou no rio pelo pesqueiro. Eles teriam estacionado o carro em outra região e entrado pela mata. O idoso também disse que o local funciona apenas para pesca, aonde as pessoas vão com barcos e apetrechos. “Alguns deles vieram aqui apenas para usar o orelhão para chamar os bombeiros. O churrasco de certo iria ser feito em lotes que tem ao redor”, defende Santos.

O tenente-coronel De Paula explica que lugares como este pesqueiro não é obrigatório a permanência de guarda-vidas, visto que a exigência é feita apenas para locais onde exploram atividades aquáticas. “Os locais que são para banhos, com piscinas e lagos, requer o zelo do profissional, mas no caso deste pesqueiro lá é para pescar. Se alguém usa o rio para se banhar é por conta e risco”, justifica o oficial.

Jornal Midiamax