Polícia

Polícia confirma versão de homem que matou empresário a pauladas no Natal

Após mudar a versão sobre o assassinato de Roberto Vinhal, 59 anos, ocorrido na noite do dia 23 de dezembro, policiais da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos de Roubos e Veículos) confirmaram como sendo verdadeiro o último depoimento prestado pelo ajudante de pintor Guilherme Henrique da Silva, 19 anos. Ele está preso e será indiciado […]

Arquivo Publicado em 09/01/2012, às 17h10

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Após mudar a versão sobre o assassinato de Roberto Vinhal, 59 anos, ocorrido na noite do dia 23 de dezembro, policiais da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos de Roubos e Veículos) confirmaram como sendo verdadeiro o último depoimento prestado pelo ajudante de pintor Guilherme Henrique da Silva, 19 anos. Ele está preso e será indiciado por latrocínio e ocultação de cadáver, segundo o delegado Geraldo Marin Barbosa.


“Nós investigamos novamente a última versão dada por ele, em que Guilherme afirmou que Roberto construía edículas no bairro Tiradentes e que ele prestou serviços de pintor, por alguns meses e que cobrou pelo serviço dias antes do Natal. Em resposta, Roberto falou que pagaria pelo serviço somente no final e por isso começou a discussão. Roberto o expulsou da casa e ele retornou depois com um pau, com a intenção de matá-lo”, afirma o delegado.


Em depoimento, segundo o delegado, a frieza do rapaz era extrema. “Após começar a bater na vítima com pauladas, Guilherme afirmou que Roberto caiu no chão e gritava por socorro. Ele então amarrou um pedaço de pano na boca da vítima e o espancou até a morte. Após isso, ele afirma que ele pegou um lençol, enrolou o corpo e jogou no porta malas do carro de Roberto, abandonando no pontilhão do Jardim Itamaracá”, diz o delegado.


A primeira versão dada por Guilherme era de que Roberto era homossexual e que eles tinham um caso. “Guilherme disse que foi uma pessoa quem levantou essa hipótese na delegacia e ele aproveitou para confirmar o que foi dito”, conta o delegado. Um dia depois do depoimento de Guilherme, a família entrou em contato com a polícia, já que eles não “engoliram” o que foi dito pelo assassino.


Na época, o delegado disse que Roberto possui doze filhos e é considerado até “mulherengo” por alguns deles. Os policiais militares que estiveram no local também disseram que já atenderam uma ocorrência em que o Roberto discutia com uma mulher com quem ele mantinha um relacionamento. Todos esses indícios, aliados aos registros de nomes de pintores, entre eles o de Guilherme, encontrados nas anotações de Roberto, confirmaram a última versão dada por ele.


A pena para o crime cometido por Guilherme varia de 20 a 30 anos.

Jornal Midiamax