A Imigração do Paraguai deportou o sérvio ligado Luka Starcevic. Ele é ligado um grupo criminoso dos Balcãs e também era procurado no Brasil por vínculo com o PCC (Primeiro Comando da Capital). O estrangeiro foi entregue nesta quarta-feira (27) à Polícia Federal de Foz do Iguaçu, com fronteira com Ciudad Del Este
O estrangeiro foi capturado no posto de fronteira Infante Rivarola (Paraguai)-Cañada Oruro (Bolívia) quando tentava sair do país com documentos falsos em nome de um cidadão argentino.
As inconsistências detectadas durante a verificação levaram à sua transferência para inspeção secundária e consulta internacional através da Rede de Atenas, o que confirmou sua verdadeira identidade, de acordo com a Imigração.
Após verificações de segurança, foi constatado que ele possuía um mandado de prisão para extradição no Brasil. Consequentemente, foi determinada sua imediata deportação.
A Diretoria de Imigração do Paraguai informou que a operação foi realizada em coordenação com órgãos de segurança nacionais e internacionais, como parte do fortalecimento dos controles de fronteira para impedir o trânsito de indivíduos vinculados ao crime organizado.
Prisão preventiva
Starcevic já havia cumprido pena preso no Brasil, mas foi solto em 2023 devido a um erro administrativo e à falta de coordenação entre o judiciário e o sistema prisional.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia decretado sua prisão preventiva para fins de extradição desde 2021.
Entretanto, o Departamento Penitenciário do Paraná alegou que a ordem não foi registrada no Banco Nacional de Medidas Penais e Penitenciárias, requisito para seu cumprimento.
Sua libertação ocorreu em junho de 2023, após decisão judicial no Paraná que o absolveu de um caso de homicídio e associação criminosa, após ter sido preso pela execução de um policial e um zelador. Desde então, seu paradeiro permaneceu desconhecido até sua prisão no Paraguai.
Guerra de facções estrangeiras
Luka Starcevic também é apontado como um dos responsáveis pelo assassinato de Goran Radoman em Belgrado em 2015, evento que desencadeou a sangrenta disputa entre as facções montenegrinas Kavac e Skaljari, com pelo menos 60 vítimas em uma dúzia de países.
No Brasil, ele foi preso em 2020 com documentos falsos e dinheiro em espécie, como parte de uma investigação que o liga ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e à máfia italiana ‘Ndrangheta em operações de tráfico internacional de cocaína.
Entenda o ‘Cartel dos Balcãs’
O ‘Cartel dos Balcãs’ é uma grande organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas, especialmente no transporte de cocaína da América do Sul para a Europa. Eles têm uma forte presença na América Latina, com mais de 50 grandes células de tráfico operando na região.
Esses grupos estabeleceram alianças com organizações criminosas poderosas como as FARC na Colômbia e o PCC no Brasil para obter e transportar cocaína. Eles exploram rotas marítimas, usando marinheiros dos Balcãs corruptos ou coagidos para contrabandear drogas.
Uma máfia italiana, a ‘Ndrangheta, também se aliou à máfia dos Balcãs e ao PCC brasileiro, lucrando mais de US$ 1 bilhão anualmente com o tráfico transatlântico de drogas.
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