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Agências americanas pedem suspenção de vacinas da Johnson após casos de coágulos no sangue

Uso emergencial da vacina foi aprovado no Brasil, mas aplicação ainda não ocorreu

Gabriel Neves Publicado em 13/04/2021, às 11h32

Vacina da Johnson & Johnson contra Covid-19.
Vacina da Johnson & Johnson contra Covid-19. - (Foto: Reprodução/Reuters)

Após recomendações de duas agências federais americanas, a FDA e o CDC, realizadas nesta terça-feira (13), a aplicação da vacina da Johnson contra a Covid-19 pode ser pausada após seis casos de coágulos raros em pacientes que receberam o imunizante.

Segundo publicado no portal G1, 6,8 milhões de doses da vacina já foram aplicadas nos Estados Unidos; os casos de coágulos representam apenas 0,0000882353% das doses aplicadas, ou menos de um caso de coágulo a cada um milhão de doses aplicadas.

Todos os 6 casos ocorreram em mulheres com idades entre 18 e 48 anos, e os sintomas ocorreram de 6 a 13 dias após a vacinação.

Em uma publicação na rede social Twitter, a FDA (sigla para Food and Drug Administration, espécie de Anvisa americana) informou que a pausa estava sendo recomendada "por excesso de cuidado", e que a agência e o CDC estão revisando informações sobre os casos.

"No momento, esses eventos adversos parecem ser extremamente raros", afirmou a FDA. "O tratamento desse tipo específico de coágulo sanguíneo é diferente do tratamento que normalmente é administrado."

Segundo a AFD, normalmente, o tratamento de coágulos é feito com heparina, um anticoagulante, mas, no caso da trombose do seio venoso cerebral, a substância pode ser perigosa.

A vacina da Johnson é a única aplicada em uma única dose e já foi autorizada para ser usada no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas ainda não está sendo aplicada no país.

Jornal Midiamax